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Para Sindicato dos Sapateiros, saída da Crysalis “é uma grande perda” para Parobé

Entidade afirma que empresa tinha problemas com depósito de fundo de garantia e não pagamento de outras questões trabalhistas.
Presidente da entidade, João Pires e vice-presidente, Gaspar Nehering, acompanham de perto a situação após a saída da empresa do município. Divulgação/Eduarda Rocha

O Sindicato dos Sapateiros de Parobé está lamentando a decisão da empresa Crysalis, que, na semana passada, desativou a sua filial no município. A decisão foi comunicada na quinta-feira (19). A entidade que representa os trabalhadores está cobrando agilidade no pagamento de dívidas que, segundo o Sindicato, ainda existem com a categoria.

Entre os principais problemas da companhia, segundo o Sindicato, estiveram a falta de depósito do fundo de garantia dos funcionários, além do não cumprimento do pagamento das rescisões, parcelamentos do 13º salário e férias. “Nenhum município hoje quer perder 120 empregos, isto é muito significativo, mas precisamos cobrar que todos os acordos sejam cumpridos”, salientou o presidente do Sindicato, João Pires.

Conforme Pires e o vice-presidente Gaspar Nehering, a confirmação “simboliza mais uma grande perda para o município na geração de empregos”. “A história desta empresa no município também foi positiva. Quando foi anunciada a vinda da Crysalis para cá, nós comemoramos a contratação de muitos trabalhadores. Nos últimos dois anos e meio a empresa vem demonstrando dificuldades, com uma dívida muito alta e um período de recuperação judicial, deixando isto muito claro para os funcionários e para a entidade sindical”, afirma Pires.

Conforme o Sindicato, a Crysalis ofereceu aos funcionários do município que ainda estão contratados, transporte para o deslocamento até a matriz que está localizada em Três Coroas. Esta situação também está sendo analisada pela entidade sindical. “Precisamos ver a adaptação destes trabalhadores, pois esta mudança gera uma série de alterações importantes em sua rotina diária”, destaca Nehering.

Os representantes também enfatizam que com a saída da empresa, a entidade segue amparando os funcionários, garantindo o direito da classe trabalhadora perante a esta situação. “O prejuízo de perder uma indústria é social e econômico. Neste momento nós estamos ao lado do trabalhador para garantir todos os seus direitos”, finaliza o vice-presidente.

A reportagem do Panorama buscou contato, na semana passada com a diretoria da Crysalis, que não se manifestou sobre a desativação da unidade em Parobé.

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Em 2005 a Crysalis deu início aos trabalhos em sua filial no município. Na época, apenas um pavilhão era utilizado pela empresa, às margens da ERS-239, próximo ao viaduto de acesso à cidade. Em 2008, com o fechamento da filial em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, a fábrica investiu em mais um pavilhão no município, empregando mais de 400 pessoas.

Já em 2017, ocorreu uma série de demissões onde, segundo o Sindicato, verificou-se o não pagamento destas rescisões, depósito do fundo de garantia, além do parcelamento do 13º salário e férias. Na época, o Sindicato dos Sapateiros atuou junto aos trabalhadores, realizando protestos e buscando uma negociação com os administradores da empresa. Ainda dentro do processo de recuperação judicial enfrentado pela companhia, não há um prazo para que os pagamentos sejam feitos, já que a ação ainda corre na Justiça.