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Paranhana não tem casos de meningite registrados até o momento

Saiba detalhes sobre a doença, sintomas e como proceder para a imunização.
Como o vírus da meningite atinge o cérebro.
Imagem: Site TuaSaude

Após duas crianças, uma de dois e outra de 14 anos, perderem a vida por ter contraído meningite, em São Leopoldo, a população do estado ficou em alerta sobre um possível surto da doença, o que foi descartado. Conforme
a Secretaria da Saúde, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, o surto se caracteriza quando há casos relacionados entre si, dentro do espaço e do tempo, e uma mesma patologia. Essa não foi a situação leopoldense, visto que as meninas tiveram tipos diferentes da doença e com uma diferença de tempo de 21 dias.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), o Rio Grande do Sul já registrou oito casos de meningite desde o começo do ano. A secretaria não informou quais são as cidades onde os casos foram registrados, mas, as únicas mortes foram em São Leopoldo. Segundo a SES, todos esses são casos de meningite bacteriana, considerada a mais grave.

O Jornal Panorama manteve contato com os secretários de saúde das seis cidades do Vale do Paranhana – Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho – que confirmaram não haver nenhum registro da doença na região.

Taquara

Em Taquara, o secretário municipal de Saúde, Vanderlei Petry, informou que não há casos registrados no município. Segundo Petry, a secretaria está atenta, mantendo conversas constantes com médicos e enfermeiros, para que qualquer possível sintoma identificado “seja encaminhado para um exame mais aprofundado”.

Parobé

A secretária municipal de Saúde e prefeita em exercício, Marizete Pinheiro, disse que o município também não teve nenhum registro da doença. Segundo a enfermeira Ane Caroline, as vacinas que fazem parte do Calendário de Vacinação da Criança e Adolescente (meningocócica tipo C) estão disponíveis nas salas de vacinação do município.

Igrejinha

Em Igrejinha, a secretária municipal de Saúde, Simone do Amaral, informa que não há casos registrados no município. A vacina contra a meningite do tipo C, considerada de rotina, está disponível nas salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Três Coroas

No município de Três Coroas, as vacinas contra a meningite do tipo C, constantes no calendário nacional de vacinação e disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, estão disponíveis nos postos, segundo informação do secretário municipal de Saúde e Assistência Social, Luiz Carlos Stuart Campos. O secretário relatou, ainda, que no município não houve registro de casos de meningite.

Rolante

O secretário municipal de Saúde de Rolante, Lenoir Schonardie, confirmou que as doses para a vacina contra a meningite tipo C estão disponíveis nos postos, e que nenhum caso da doença foi registrado no do município.

Riozinho

Em Riozinho, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Diogo Pretto, informou que os postos de saúde estão munidos com doses de vacina contra a meningite tipo C. Ainda conforme Pretto, não foi registrado nenhum caso da doença até o momento.

Quem deve ser vacinado

Conforme o Ministério da Saúde, as doses contra o vírus da meningite tipo C são aplicadas em crianças, com a primeira dose aos três meses, a segunda aos cinco meses, e uma terceira (reforço) aos 12 meses. Menores de cinco anos recebem uma dose única. Desde 2018, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária da vacina meningite C. Agora, adolescentes entre 11
a 14 anos, 11 meses e 29 dias, também recebem a vacina.

ENTENDA MAIS SOBRE A DOENÇA

O que é meningite

A meningite é caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal. É causada, principalmente, a partir da infecção por vírus ou bactérias. No entanto, outros agentes também podem causar meningite, como fungos e parasitos.

Meningite bacteriana

Entre as meningites bacterianas, a Doença Meningocócica (DM) continua sendo o principal objetivo da vigilância das meningites, em função da morbimortalidade (taxa de mortes em uma população acometida pela enfermidade) e do crescimento exagerado da doença.

Doença Meningocócica (DM)

A doença meningocócica é causada por uma bactéria que possui diversos sorogrupos, classificados de acordo com o antígeno polissacarídeo da cápsula. Os mais frequentes são o A, B, C e o Y e W. A transmissão ocorre através do contato direto pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, que não apresentam sintomas ou doentes.

Em crianças acima de 1 ano e adultos, os principais sintomas são: febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez de nuca, convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo. Em crianças abaixo de 1 ano, os sintomas podem não ser tão evidentes.

Meningite viral

As meningites virais são aquelas causadas por vírus e, em 85% dos casos os enterovírus são responsáveis pela doença. É caracterizada por um quadro clínico com evolução autolimitada e benigna. Não há tratamento específico, geralmente requer apenas a terapia de suporte. As manifestações clínicas assemelham-se às viroses em geral.

Medidas de prevenção e controle

A principal medida de controle a ser desencadeada nas Doenças Meningocócicas (DM) para reduzir o contágio e, consequentemente, o número de casos, é a notificação e investigação oportuna da suspeita para a pronta administração e aplicação de meios tendentes a evitar a doença, ou sua propagação, aos contatos próximos do caso suspeito.

Em situações específicas de surto de DM, pode ser considerada a vacinação, desde que o sorogrupo que está causando o surto seja conhecido e se tenha a vacina disponível. A decisão de vacinação em um surto é acordada entre as três esferas de governo.

Outras medidas importantes são:

  • Higienização das mãos;
  • Higienização do ambiente;
  • Ventilação do ambiente;
  • Cuidado com os alimentos.

As informações são da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.