
Desde o ano passado, a Prefeitura de Parobé, por meio da Secretaria de Assistência Social, vem realizando um trabalho de gestão no programa Bolsa Família. A administração colocou agentes nas ruas para visitar as residências dos beneficiados e, com isso, providenciar a atualização dos cadastros. Aqueles que não são encontrados após três visitas têm o benefício suspenso e só voltam a receber após uma visita à Secretaria. Com este trabalho, em apenas um bairro, de 11 famílias beneficiadas, restaram apenas três cadastros válidos.
Em entrevista à Rádio Taquara, o secretário Adriano Azeredo revelou que Parobé possui cerca de 2 mil beneficiários do programa federal, o que movimenta cerca de R$ 400 mil por mês na economia. O secretário defendeu a importância do programa, por atender muitas pessoas que precisam da complementação da renda, mas ressaltou que são necessários os instrumentos de fiscalização para combater quem não precisa receber o auxílio, mas busca o cadastro no programa.
Esta fiscalização começou em 2018 e terá sequência nos próximos dias, percorrendo outros bairros. Adriano contou que o trabalhou permitiu melhorar a receita obtida pela Prefeitura para efetuar o gerenciamento do programa. Quando iniciou na pasta, o secretário afirma que esta verba estava em cerca de R$ 3 mil por mês. Hoje, já passou para R$ 9 mil e permitiu a compra de um veículo. Quanto melhor for o desempenho do município na qualidade dos cadastros, melhor é a receita obtida para efetuar a gestão, podendo chegar ao teto do programa, de R$ 12 mil.
Adriano Azeredo enfatizou, ainda, que a Secretaria de Assistência Social busca manter o cadastro atualizando junto às demais condicionantes do programa para o recebimento do benefício, como a necessidade de que os filhos dos beneficiários estejam estudando e as verificações de pesagem que são exigidas. Em caso de benefício cancelado, mas que a pessoa faça jus ao valor, pode procurar a Assistência Social para reativar o recebimento. Adriano conta que, na maior parte das vezes, as pessoas que estavam recebendo o benefício indevidamente sequer procuram a pasta para reclamar do corte no pagamento.


