Imagens: Divulgação/mapio.net; Prefeitura de Parobé; Internet
O município de Parobé surgiu do desmembramento da fazenda de José Martins, na segunda metade do século XIX. A grande propriedade recebia o nome de Nossa Senhora da Conceição do Funil, devido ao Arroio Funil, que até hoje passa a oeste da cidade. Sua influência alemã na cidade se dá por conta das famílias da cidade de Taquara que também passaram a habitar a vila na época e vieram juntamente com Tristão Monteiro no ano de 1846 para comprar as terras. Em 1908, Parobé elevou oficialmente a categoria de 3º Distrito de Taquara.

Recebeu seu nome em homenagem ao então secretário de Obras do Estado, engenheiro João José Pereira Parobé, que foi responsável pela construção de uma estrada de ferro levando seu nome em 1903, que passava no município. A cidade começou a se formar em torno dela. A Estação Parobé foi aberta em 1903 em terras de João Mosmann, onde a estrada de ferro cortava ao meio suas propriedades. Atualmente, a estação está localizada na praça central da cidade, 1º de Maio. Em 1906 foram instalados Cartório e Registro Civil e em 1908, Parobé foi elevada ao 3º Distrito de Taquara.
Em 1980, após o descontentamento de grande parte da população da vila, que estava a crescer em demasia devido à indústria calçadista nos anos 70 que se expandia cada vez com exportações e novos empregos, fazendo com que Taquara já não tivesse mais condições de suprir as necessidades de moradia, bancos, telefones, rede de água, pavimentação e escolas, formou-se uma comissão emancipacionista para tornar Parobé independente do município. Em 25 de novembro de 1981 foi aprovado o pedido de emancipação e 1982 emancipou-se de Taquara, sancionado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Amaral de Sousa, em 1º de Maio daquele ano.
Comissão Emancipacionista
Depois de uma reunião do Rotary Club, alguns dos residentes da localidade formaram a Comissão Emancipacionista. Em novembro de 1981 a Assembleia Legislativa do Estado aprovou o pedido de emancipação. O grupo de líderes que representavam os moradores era formado por Laerte Luís Mosmann (presidente), José Alexandre Haack, Irineu Argemiro Linden e Fredolino Pereira dos Santos (vice-presidentes), Irton Bertoldo Feller (1º secretário), Antônio Carlos de Souza (2º secretário), Aiser Hehn (1º tesoureiro) e Ivo Hebert Ritter (2º tesoureiro).

O trabalho foi incessante e comunitário. Todos se dedicavam igualmente para concretizar a emancipação, reunindo dados e documentos a ser entregues na Assembleia Legislativa. Porém, o número de habitantes impedia que o processo fosse efetivado, o que fez com que o grupo optasse por incluir no projeto os distritos de Santa Cristina, Morro da Pedra e Campo Vicente, sendo que os dois primeiros ainda pertenciam à Taquara e o último a Sapiranga.
Com a documentação aceita, o plebiscito foi marcado para o dia 28 de março de 1982, e a campanha foi igualmente incansável. Enfrentando todas as contrariedades, a população aprovou com 91% dos votos pela criação do município. Desta forma o governador do Estado, José Augusto Amaral de Souza, assinou no dia 1º de Maio de 1982, a Lei nº 7.646, que criou oficialmente o Município de Parobé.













