Parobé: PT deixa o governo Moacir, mas Carlão segue na Secretaria de Educação

Prefeito interino vê com tranquilidade saída de partido da base do governo.
Publicado em 20/02/2018 18:36 Off
Por Vinicius Linden

O Partido do Trabalhadores (PT) anunciou, nesta terça-feira, a decisão de deixar o governo do prefeito interino de Parobé, Moacir Jagucheski. A medida foi comunicada em uma carta em que a sigla reclama de questões relacionadas à administração municipal. O prefeito interino disse ao Jornal Panorama que precisava fazer alguns ajustes, para dar continuidade à administração, e o partido achou por bem deixar o governo em função das mudanças.

Na carta, o PT relata o histórico de apoio a Moacir, ainda quando vereador e na eleição que culminou com sua indicação à presidência da Câmara e, consequentemente, à função de prefeito interino. O partido diz não concordar com o encerramento de projetos sociais e serviços que prejudicaram crianças, adolescentes, jovens e adultos. Argumenta, ainda, que verificou aspectos da velha política na administração, “inclusive com o retorno de lideranças que há muito estiveram fora por sua conduta ilícita, algumas, inclusive, já judicialmente responsabilizadas”. O PT não deu nomes em relação a estas pessoas.

Ainda na carta, o PT colocou o cargo de secretário de Educação, atualmente ocupado por Carlos Finger, à disposição, assim como os demais ocupantes de cargos em comissão ligados à sigla e nomeados no governo. O partido diz que será oposição à administração interina, mas com preceitos baseados no que considera a boa política em prol de Parobé.

À reportagem do Jornal Panorama, o presidente do PT e ex-prefeito de Parobé, Claudio Silva, disse que o partido quer ter a liberdade de, sem o compromisso de estar na base do governo, expor algumas situações de divergências em relação à política e ao fechamento de serviços e programas em Parobé. A decisão, segundo Cláudio, foi tomada pela executiva do partido em uma reunião com o diretório municipal. A entrega dos cargos, conforme o presidente, vale para todas as funções e Cláudio Silva negou que a saída do PT esteja vinculada a nomeações para o governo interino. “O fato de estarmos na base silencia e não permite que o partido possa expor a opinião daquilo que discorda”, comentou Silva, acrescentando que a relação política é de respeito com Moacir.

O prefeito interino disse à reportagem do Panorama que reagiu com tranquilidade à decisão do PT. De acordo com Moacir Jagucheski, havia ajustes necessários a serem feitos no governo, que começaram a ser providenciados. O prefeito interino diz que colocou uma situação para o partido, em relação à existência de três diretores e a necessidade de nomear outro nome de cuja sigla também o apoiou na eleição, por isso disse ao PT que precisava de um cargo de diretor para compor com outros partidos. Jagucheski acrescentou que foi uma opção do PT em sair do governo, que será respeitada. Em relação à situação do secretário de Educação, o prefeito interino disse que teve reunião com Carlos Finger durante a tarde e, por enquanto, ele continuará à frente da pasta.

>> Deixe sua opinião: