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Parobeense relembra jovem brasileira encontrada morta na Indonésia: “Ela tinha gana de viver”

O empresário Leonardo Gomes conheceu Juliana Marins em abril durante viagem à Tailândia e guarda lembrança afetuosa da mochileira carioca
Leonardo, Juliana e Flora (Foto: Leonardo Gomes/arquivo pessoal)

A publicitária Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta na terça-feira (24) no monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha de Lombok, na Indonésia. O corpo da brasileira, que viajava sozinha pela Ásia, foi resgatado na manhã desta quarta-feira (25) por equipes de busca do país, a cerca de 600 metros de profundidade. O caso, que repercutiu internacionalmente, também tocou particularmente o coração de um morador do Vale do Paranhana.

Isso porque Juliana cruzou, em abril deste ano, o caminho de Leonardo Gomes, empresário de Parobé que também viajava pela Ásia. Eles se conheceram em um hostel na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia, e conviveram durante cerca de três dias em meio a deslocamentos típicos da rota mochileira do Sudeste Asiático.

“Era uma menina muito querida, extremamente calma e corajosa”, recorda Leonardo. “Estava fazendo o mochilão solo, apenas vivendo, como muitos mochileiros fazem”.

Juliana, que não tinha experiência com motos, se aventurou por estradas sinuosas e arriscava no inglês para conversar com viajantes de várias partes do mundo. “Ela pilotou uma moto em Pai [cidade na Tailândia] sem nunca ter pilotado antes. E se esforçava para se manter nas conversas comigo e com a Flora, uma belga que conhecemos no hostel”, contou Leonardo.

Apesar do pouco tempo juntos, ele guarda com clareza a forma desenrolada e determinada com que Juliana encarava a viagem.

“Em Chiang Mai, ela me disse que queria viajar sem planos, sem pressão de escolha. E que depois do mochilão decidiria o que faria da vida”.

Depois do encontro, os dois seguiram caminhos distintos e perderam contato. Mesmo assim, a lembrança de Juliana ficou. “Ela tinha gana de viver”, resume Leonardo.

Oito mortes em cinco anos

O monte Rinjani é conhecido tanto pelas paisagens impressionantes quanto pelas trilhas desafiadoras, que incluem trechos estreitos à beira de penhascos e áreas de solo arenoso, aumentando o risco de acidentes.

De acordo com um relatório do governo indonésio, ao menos oito pessoas morreram na região nos últimos cinco anos.