Haiml & etc.

PASSADO, PRESENTE, FUTURO

Se “Morte sobre o Nilo” já não tivesse tido versões tanto para o cinema quanto para a televisão, poderíamos até reclamar, principalmente os puristas, das liberdades poéticas tomadas nesta nova adaptação. Mas teria graça ver, de novo, algo que já conhecemos de cabo a rabo? É bom haver umas mexidinhas, desde que se mantenha o devido respeito à fonte original. Se, por exemplo, o grande detetive Sherlock Holmes tem sido trazido a nós em várias formas, sem, no entanto, perder a sua essência, ninguém melhor que um ator/diretor que vem do Teatro ( arte em que os elementos de um mesmo texto surgem de mil modos diferentes) para “brincar” com o universo da dama do crime e seu inesquecível Poirot. Entre outras coisas, Kenneth Branagh quer trazer o bigodudo investigador mais para perto de nós, para isso se regala em tirá-lo do caricato e aprofundá-lo como ser humano, mas isso com o cuidado de não macular o que Agatha Christie criou. Funciona. Continuamos, apesar de alguns percalços, achando tudo fascinante, e, fascinados, embarcamos junto a uma sociedade soberba e decadente, frustrada e cheia de obscuros segredos, que um dia vê seu festivo passeio, num luxuoso barco pelas exóticas regiões egípcias, virar um palco de sangue e de morte, que sem a presença de Poirot, poderia ter sido uma tragédia maior ainda.

 E falando de coisas do Egito, lá vem a Marvel com mais um sucesso e mais um camarada envolvido em estrepolias temporais, mas essas aqui se justificam pois a origem do “herói”, que o personagem do ótimo Oscar Issac vai se tornar, vem da mitologia egípcia e está relacionada ao deus Khensu, que de várias formas representa a passagem do Tempo,  e que, como o deus egípcio maior, Rá, as vezes surge com cabeça de gavião, mas o mais comum é sua aparência mumificada, e é um deus evocado para proteger o povo.

   A base de Halo é um dos mais famosos jogos eletrônicos de Ficção-científica que apareceu em 2001. Suas adaptações live-action para as telas incluem: Halo- forward unto dawn, minissérie/websérie depois montado como longa; HaloNightfall, produzido por Ridley Scott (Alien) e, aparentemente disponível só no aplicativo Halo Channel; como anime tem seis histórias pela Warner como Legends, e agora chega no que pode ser a série definitiva, que já vem sendo idealizada desde 2013. Interessante que nomes famosos, além de Scott, já estiveram envolvidos como possíveis produtores/diretores da franquia: Peter Jackson (Senhor dos Anéis), Neil Blomkamp (Distrito 9), Guilherme del Toro (Hellboy) até Steven Spielberg (Jogador nº6). Não conheço o jogo, vi, mas faz muito tempo, a websérie, mas gostei da produção nova, tem algo de Star Wars, lembrando Clones aars e um pouco de Mandaloriano. Acho que vai ser bacana.

Por Luiz Haiml
Professor, de Taquara
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