Como iniciou sua história com o esporte?
Comecei a aprender Taekwondo no início dos anos 1990, em Taquara, com o professor Alair Machado, então aluno do Grão-Mestre Te Bo Lee. No ano de 1995, passei a dar aulas. Em 2000, comecei a treinar com o mestre Itagiba Vitório e depois com o Grão-Mestre Hong Soon Kang. Ainda em meados dos anos 2000, também comecei a praticar o Hapkido e, no próximo mês de junho, formarei meu primeiro aluno faixa preta, graduação em que outros 20 também serão formados ainda em 2015 pela nossa academia, mas em Taekwondo.
Atualmente seu trabalho não é focado em competições, mas em ações sociais e no treinamento de atletas. Por quê?
Bom, eu conheci o Taekwondo na adolescência e ele fez muito bem para mim. Certamente eu seria outra pessoa se não tivesse tido esta experiência. Por isto, eu acredito que o esporte, assim como o Hapkido, é um instrumento transformador de vidas, através do qual podemos mostrar um caminho diferente a nossos jovens, baseado na disciplina e mantendo-os afastados de drogas e da violência. Por isso, hoje foco meu trabalho nesta frente social, mas até 2005 eu também competi, inclusive cheguei a ser campeão sul americano e mundial. Atualmente sou diretor técnico da Entidade Estadual de Taekwondo e treino as seleções Brasileira e a Gaúcha de Hapkido. Quem quiser conhecer mais da minha história pode visitar o www.grandesmestresmarciais.com.br.
Como é este trabalho social?
Nos anos 1990 eu ensinava Taekwondo gratuitamente em três bairros da cidade, no contraturno dos estudantes. Em 2002, passei a atuar no Ações Educativas Complementares, que acabou gerando o Mais Educação, também ensinando o esporte. Ao longo do tempo, me envolvi em outros projetos voluntários. Hoje tenho alunos meus trabalhando desta forma. Três deles lecionam em escolas de Taquara e dois em Santo Antônio da Patrulha, no projeto Mais Educação. Inclusive, no ano passado realizamos o primeiro Campeonato Estadual de Taekwondo do programa, que reuniu 600 atletas, de quatro municípios. Neste ano, queremos chegar a mil, convidando oito cidades.
Como você se define? Justo, em minhas decisões, conversas e conselhos.
O que gosta de fazer no tempo livre? Assistir filmes e ir ao cinema com a minha esposa e meu filho.
Filmes favoritos: The Best of the Best é um ícone das artes marciais, e também gostei muito de Sniper Americano.
O que lhe tira do sério? Covardia.
Do que se orgulha? De ter uma carreira limpa.
Deixe uma mensagem aos leitores do Jornal:
Vou deixar duas frases que levo comigo: “a arte marcial sem disciplina é inútil para a comunidade”; e “ser justo pode até se mais difícil, mas é mais compensador no final”.


