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Morre um apaixonado por desenhos, réplicas e por Taquara

Paulo Ritter da Luz era um homem inquieto e criativo. Aos 74 anos, cultivava pacientemente o hábito de construir maquetes,

Paulo Ritter da Luz era um homem inquieto e criativo. Aos 74 anos, cultivava pacientemente o hábito de construir maquetes, até pouco tempo atras. A inspiração era a cidade na qual consolidou a vida. Taquara era também motivo de pesquisa para Luz, que estudava há bom tempo sobre a vida de Rodolpho Theodor Wilhelm Gaspar Von Ihering.

A necessidade de criar coisas veio da infância. Nascido em 21 de agosto de 1941, e filho de inspetor de polícia, Luz teve seis irmãos. Montava os próprios carrinhos de lomba e até mesmo uma bicicleta de madeira.

Quando Luz se casou, em 1966, comprou uma casa que fora do sogro, na rua Tristão Monteiro, próxima à Prefeitura. Nos fundos da residência, um prédio antigo em alvenaria entregava-se pela má conservação. Sem saber a origem da construção, nem com intenção de reformá-la, Luz achou que seria melhor desmanchá-la. Assim que o feito, soube que naquele lugar havia nascido Rodolpho Von Ihering. A partir desta descoberta, tornou-se um curioso pela história deste ilustre taquarense e dedicou tempo e esforços para conhecer a vida dele, bem como a origem da casa onde morava.

Nesta imersão no passado, Luz não poupou idas ao Registro de Imóveis e visitas aos moradores mais antigos da cidade. Entre os materiais coletados por ele estão fotos antigas, retratos e textos contanto a vida do antigo morador daquele local.

Além das pesquisas sobre a vida de Rodolpho Von Ihering, Luz, que era Oficial da Marinha aposentado, dedicou o tempo a construir réplicas de coisas que representavam a vida e o cotidiano de Taquara do século passado, como meios de transportes. Os trabalhos para montar cada peça se estendiam por semanas. Preocupado com o reaproveitamento, ele usava apenas materiais recicláveis para as produções.

Cada trabalho seguia uma exigência muito forte imposta por Luz, que se dedicava aos detalhes de cada peça, como acessórios, cores, luzes. Como referência, usava fotografias antigas, e, estudando cada uma, reproduzia o objeto com perfeição. Desenhar era outra paixão dele, que na época em que servia à Marinha realizava caricaturas e as vendia em Copacabana.

Luz faleceu hoje (14). O corpo dele está sendo velado na Capela D e o sepultamento será as 18h30min da tarde, no Cemitério Municipal de Taquara. Ele deixa a mulher Marilene da Luz, os filhos Paulo André da Luz e Adriana da Luz Linden, o genro Rafael Linden, netos e amigos.

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