Trajetória profissional:
Minha carreira profissional iniciou no segmento de vendas. Trabalhei no comércio, e, posteriormente, atuei no ramo de corretora de seguros. Nos últimos 15 anos laborei em empresas do setor de bebidas, como AmBev, Schincariol e Vonpar, onde exerci cargos de coordenador e gerente de vendas e marketing em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Tenho vários cursos de vendas, marketing, relação pessoal, estratégias de mercado. Gostava bastante de trabalhar no setor, mas motivos pessoais me levaram a repensar a carreira. Nesta época, recebi o convite para trabalhar na prefeitura, como diretor de Cultura.
O que lhe motivou a aceitar o convite?
Uma união de fatores, mas principalmente o meu desejo de trabalhar pela cultura. Desde cedo, quando estava na faculdade (fiz cinco semestres de Sociologia e sete de Direito) me envolvia em movimentos culturais, sempre me aproximando do cinema, leitura e música, minhas áreas favoritas. Até nas empresas de bebidas eu estava ligado à produção cultural, pois algumas delas trabalhavam ativamente na realização de shows musicais, dentre outras ações.
Por que a cultura é importante?
Uma pessoa pode perder tudo. Seus bens, sua carreira, mas jamais perderá aquilo que aprendeu. Os valores que aprendeu com a família, antepassados, os ensinamentos que obteve através da leitura, a vivência de experiências. Tudo isso tem o poder de mudar as pessoas e estas de serem agentes transformadores na sociedade.
O que mais lhe chamou a atenção quando assumiu a diretoria?
O grande potencial local e a falta de palco que os artistas enfrentam para exporem o seu trabalho. Estranhei não encontrar uma política cultural definida, ter bem claro com todos os envolvidos o que se quer da cultura (música, artes, artesanato, teatro) efetivamente e na prática. Não há um norte, e é para mudar isto que estamos trabalhando.
Como você se define? Uma pessoa que aprendeu a lidar com interesses e ideias conflitantes, que procura analisar todas as versões para formular minhas convicções e opiniões, levando em consideração caráter, ética e coerência.
Qual seu hobby? Leitura e cinema. Também gosto de ir para a chácara, ter contato com a terra, plantar, crias galinhas.
Um livro: Os miseráveis, de Victor Hugo
Uma música: Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.
Quem você tem como exemplo? Todas as pessoas, famosas ou anônimas, que lutam por uma sociedade mais justa, humana, pacifica e com paz.
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“A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu tudo o resto” – Émile Henriot, químico francês.


