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Pedras portuguesas são recolocadas nos canteiros históricos de Taquara

Proposta é que os canteiros históricos cheguem o mais próximo do projeto original
Fotos: Magda Rabie/Prefeitura de Taquara

Localizados entre as ruas Júlio de Castilhos e Dr. Edmundo Saft, nas proximidades da Casa Vidal e da sede da prefeitura, os canteiros históricos de Taquara começam a ganhar nova forma, com a recolocação das pedras portuguesas. Retiradas do local para lavagem, as pedras estão voltando aos 13 canteiros, instalados na década de 1920.

Conforme a prefeitura de Taquara, o investimento feito para este resgate público e histórico é de R$ 59.349,87.

“É um investimento muito pequeno se percebermos a importância desta iniciativa para a nossa comunidade, que começa a ter uma cidade mais bonita, que valoriza a sua cultura”, observa a prefeita Sirlei Silveira.

Segundo a arquiteta responsável pela obra, Carina Martin, a proposta é que os canteiros históricos cheguem o mais próximo do projeto original.

“Cada canteiro ficará com uma árvore somente, ou seja, uma extremosa na parte central e duas azaleias, uma em cada extremidade do canteiro, as demais árvores foram transplantadas”, relata Carina.

O projeto

Em andamento desde junho de 2019, somente agora o projeto saiu do papel. A autorização feita pela prefeita Sirlei Silveira proporcionou que a obra iniciasse.

“É a preservação da cultura e da história da cidade. São canteiros centenários e é nosso dever como Governo Municipal resgatar os nossos antepassados, cultivando o que ainda resta das antigas gerações”, menciona a prefeita de Taquara.

Dos 14 canteiros, um foi retirado ainda em 2019. Ele ficava no cruzamento das ruas Dr. Edmundo Saft e General Emílio Lúcio Esteves. Conforme explicou a taquarense Ana Lúcia Holmer Bauer Schweitzer, quando construíram os canteiros não havia a rua Emílio Esteves e com a abertura, o canteiro ficou em local impróprio atrapalhando a passagem de veículos.

Apaixonada por Taquara e pela história da cidade, Ana relata que as pedras portuguesas adornam casarios, monumentos e edificações, assim como a calçada em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre.

“Na época em que estas obras foram construídas não se tinha estas pedras aqui, elas eram trazidas de Portugal por meio de embarcações”, explica.

Os 13 canteiros serão restaurados replicando o projeto original, composto de canteiros retangulares de aproximadamente 13 metros de comprimento e dois metros de largura; pedras portuguesas nas cores chumbo, preto e branco, sendo uma margem lateral em tom chumbo, duas flores de liz branca em cada ponta (entre a extremosa e a azaleia) e os demais preenchimentos na cor preta.

São mantidas uma extremosa ao centro de cada canteiro (árvores originais da época, com altura de até cinco metros, forma arredondada, de folhas pequenas ovais que no outono tomam a cor avermelhada. As flores são pequenas nas cores branca, rosa-claro, rosa-forte e vermelhas. Floresce a partir de novembro, permanecendo em floração até final do verão, e azaleias em cada uma das laterais (árvores de até dois metros de altura com flores rosas).