Do “Meu livro de citações” – A solução também é parte do problema… a parte final.
FESTAS DE OUTUBRO
É primavera, os corações ficam em festa! Pelo menos essa é a crença e o desejo de todos. Ao longo da história da humanidade, tem sido assim, não tanto pela estação do ano, mas, basicamente, pela necessidade de diversão. As estações são meras desculpas. Escolhi falar de outubro somente porque ainda estamos nele, no penúltimo dia. Podia ser qualquer outro mês.
O interessante nessa procura pela alegria são aquelas festas envolvendo coletividades inteiras. Existe, praticamente, uma comemoração especial em cada cidade do país! Como o Brasil tem 5.561 municípios, segundo o saite “municipi-on-line”, essa quantidade nos conduz a um rápido cálculo estatístico, embora tosco, desde que consideremos alguns pressupostos.
Deixem-me mencionar um tipo particular de festa, cujo “leitmotiv” sejam bebidas alcoólicas, como o vinho (em qualquer de suas formas, espumantes ou não) ou a cerveja (ou sua variação não pasteurizada, o chope). Vou adicionar mais um elemento à equação que estou montando: a duração dessas comemorações. Ela vai de um a 10 dias, permitindo-me aceitar como média cinco dias de boas libações. Esperem, esperem! Falta ainda um componente na fórmula. Estou fazendo apenas um cálculo aproximado – insisto na tosquidão (substantivo inventado agora para confirmar o “tosco”) dos meus cálculos –, mas importante para dar um cunho acadêmico ao comentário: suponhamos as festas que têm uma bebida como tema acontecendo em apenas 5% dos municípios acima mencionados, ou seja, 230. Se multiplicarmos essas 230 oportunidades pelo número de dias de bons copos, concluiremos que, querendo, alguém pode ficar três anos inteiros, encharcando-se sem interrupção, na maior felicidade. Claro, nesta minha matemática não estão computadas as reuniões em que os líquidos espirituosos, embora não sejam os homenageados, assim mesmo estejam presentes, isto é, nas outras 95%.
A qual conclusão podemos chegar? Que sem bebida alcoólica não há diversão. Isso é um fato tão evidente que as próprias comunidades incentivam o consumo, dando-lhe um ar mais ameno ao dirigir os resultados financeiros do evento para aplicação em obras benemerentes. E haja, pois, grande consumo de vinho e cerveja em todos os lugares. A alegria coletiva e a caridade pública precisam dos excessos. As consciências ficam isentas de qualquer reprovação, pois, a crer no velho e bom Maquiavel, os fins justificam os meios.
Você, ao ler estas linhas, pode estar imaginando que eu seja um daqueles chatos a ameaçar com o fogo dos infernos a quem adora um traguinho. Longe disto. Bebo uma latinha de cerveja diariamente e adoro o uísque. Mas note: UMA latinha. Mesmo julgando de uma hipocrisia cavalar o “beba com moderação”, sigo o conselho. Porém, definitivamente, tal não acontece em qualquer das festas referidas. E seja o que Deus quiser!
Esta postagem foi publicada em 30 de outubro de 2009 e está arquivada em Colunas, Penso, logo insisto.


