Eduardo Pinheiro de Oliveira, 83 anos, é natural de Rio Grande, tem seis filhas: Lizete, 52 anos, Márcia, 48, Luciana, 41, Letícia, 38, Leila, 35, e Liane, 26; 12 netos e uma bisneta. Vive com Celita Volkart, sua companheira há 23 anos. É aposentado e atual presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Taquara (AAPT).
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Fiz carreira por 15 anos na Aeronáutica. Depois, vim para Porto Alegre, onde trabalhei no antigo Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais (Deprec). Em 23 anos de função pública, passei por quase todos os cargos do Departamento. Após, fui para Florianópolis trabalhar como corretor de imóveis. Quando vim para Taquara, tive uma loja e, depois de alguns anos, me aposentei por tempo de serviço.
O que te trouxe para Taquara?
Há 23 anos conheci a Celita e acabei me radicando aqui.
Como vocês se conheceram e o que mais admira nela?
Nos conhecemos em Porto Alegre, na estação rodoviária. O que mais aprecio é a paciência dela por me aturar durante todos estes anos.
Quais são suas impressões de Taquara?
Taquara tem um bom comércio e um movimento de carros que excede o seu tamanho. Quando cheguei, a cidade era calma, gostosa de se morar. E ela ainda é, mas hoje Taquara está violenta. Acho que precisava haver um melhor policiamento e um cuidado mais eficaz por parte das autoridades quanto a isso.
O que representam para você os 10 anos de atuação na AAPT?
Para mim, o mais importante foi o serviço que prestei para a comunidade idosa durante todos esses anos. Antes disso, eu cuidava da minha vida apenas e, depois, passei a me preocupar com a dos outros também.
O que significa para você a realização do projeto da sede própria da associação?
Ela significa novas oportunidades. O que esta diretoria tinha idéia de realizar, a próxima poderá completar, pois as dependências da nova sede são bastante amplas. Com isso, poderemos ter um consultório médico, onde serão prestados atendimentos em todas as especialidades, e concretizarmos as idéias que sempre tivemos.
Na sua opinião, qual é a importância do envolvimento do aposentado com a associação e em atividades sociais?
A Associação preocupa-se de forma geral com os aposentados, mas principalmente com a sua saúde. É muito importante que o associado venha até nós, pois há muito idoso que se aposenta e cruza os braços. Isso não é vida, pois precisamos ter amigos, sair para conversar. Com a nova sede pronta, vamos investir novamente numa porção de atividades a fim de chamar o idoso para dentro da associação, como passeios, festividades e oficinas.
O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto muito de escutar música. Músicas de seresta (do meu tempo), como também do Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva e também uma boa parte da música gauchesca.
Quais são suas principais características pessoais?
Não gosto de coisas demoradas, não deixo nada para fazer depois. Hoje sou uma pessoa calma, procuro contornar os problemas, para não me aborrecer, nem perder a linha.
Quais são seus planos para o futuro?
Pelo tempo em que fiquei na Associação, me considero um maior conhecedor de sua história e posso contribuir com algo nessa área. Mesmo não atuando mais como presidente, pretendo cooperar sempre, mas com atividades mais calmas, me reunir com amigos e me divertir sempre que puder.
Comidas favoritas: churrasco e feijoada
Estilo Musical: pagode
Um lugar: Porto Alegre
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