João Guilherme Borges Hackmann, 58 anos, é natural de Porto Alegre. É casado com Berenice Gonçalves Hackmann, 58 anos, e pai de Carlos Eduardo, 29, Alexandre, 27, e Marcelo. É médico, graduado em acupuntura e atua com clínica própria de ortopedia e traumatologia em Taquara.
Conte sobre sua formação e trajetória profissional.
Cursei Medicina na Fundação Universidade Federal do Rio Grande e, posteriormente, fiz um ano de cirurgia geral na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Após, especializei-me em ortopedia e traumatologia no Hospital Independência (POA). Em 1998, graduei-me em acupuntura e, mais recentemente, conclui duas outras especializações: Formação em Auditoria em Saúde e MBA Executivo in Company Unimed (Gestão Estratégia nos Negócios da Saúde). Desde a minha transferência para Taquara, em 1979, até o início deste ano, trabalhei como sócio de uma clínica de Ortopedia e Traumatologia. Porém, os caminhos se alongam e novos cenários são colocados no cotidiano de cada pessoa, pela mudança de interesses e inserções profissionais. Assim, criei a Hackmann & Filho Ltda., em parceria com meu filho Alexandre. Penso que, transposto o período de adaptação a uma nova situação, toda a mudança é salutar. São novas propostas, novas energias, novos projetos.
Como a acupuntura pode relacionar-se com as especialidades de ortopedia e traumatologia?
A escolha da acupuntura, que atualmente também é uma especialidade médica, deu-se em função da procura de mais uma opção para o tratamento da dor no aparelho músculo-esquelético, possibilitando ao paciente diminuir a ingestão de medicamentos que, muitas vezes, trazem efeitos colaterais indesejáveis.
Por que você veio morar aqui e quais suas impressões de Taquara?
Além de existir, na época, amplo espaço para o desenvolvimento de minhas atividades, havia o desejo de morar em uma cidade que não oferecesse tanta violência como a que se encontra em um centro urbano maior. Além disso, foi considerada a possibilidade de um convívio mais próximo com as pessoas, ou seja, uma vida comunitária mais efetiva.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Conheci-a em Rio Grande, onde moravam (e ainda moram) pessoas de sua família. Admiro-a pela capacidade de trabalho e responsabilidade, pela permanente procura do crescimento profissional e pessoal, pelos cuidados com a família, pelo seu bom-humor, afetividade e capacidade de resiliência.
Como você define a sua personalidade?
Considero-me uma pessoa ponderada, que procura avaliar as situações sob vários ângulos e valorizo muito a minha família. Além disso, possuo tenacidade no desempenho da minha profissão.
O que gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de cozinhar. Um bom filme também preenche momentos de descontração.
O que lhe tira do sério?
Injustiça e a resistência que alguns pacientes têm em seguir as prescrições médicas, o que pode comprometer o tratamento indicado.
Como avalia a decisão da escolha das profissões de seus filhos?
Considero que cada ser humano é uma pessoa ímpar, que tem o direito de fazer suas escolhas. Os meus filhos fizeram suas opções (um é psicólogo, outro advogado e o mais jovem conclui, também, o curso de Direito no final do ano) e sempre tiveram todo o meu apoio.
Planos para o futuro:
Pretendo reservar mais tempo para mim e para meus familiares, viajar e continuar o trabalho na área da saúde por muitos anos, enquanto tiver condições de oferecer um atendimento digno a os meus pacientes.
Uma mania: Cumprir horários.
Prato predileto: Churrasco e frutos do mar.
Estilo musical: Música erudita e MPB.
Uma mensagem: Utilizo-me desses versos de Gonzaguinha: “Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!”


