Elaine Miriam Haag, 45 anos, natural de Não-Me-Toque. É casada com o pastor evangélico Valmor Haag, com quem tem dois filhos: Maicon, 19 anos, e Fábio, 15. É formada em Letras e professora de português e inglês da escola Maria Almerinda, em Nova Hartz.
Fale sobre sua trajetória profissional.
Comecei a estudar Teologia na Escola Superior de Teologia, de São Leopoldo, com o intuito de ser pastora, mas não cheguei a concluir o curso. No Paraná, cursei Letras na Unioeste e, depois de formada, comecei a lecionar.
Comente sobre a experiência de ser esposa de um pastor.
O trabalho do Valmor faz com que ele esteja à disposição da comunidade 24 horas por dia, sete dias por semana. Às vezes, a nossa vida passa a ser muito exposta. Por um lado, isso é bom, pois podemos dar o exemplo de que somos pastor e esposa de pastor em qualquer lugar e não apenas dentro da igreja. Contudo, prefiro dosar meu envolvimento, pois, além de ser professora, sou dona de casa e mãe. Então, participo das coisas na medida do possível, já que sempre trabalhei como voluntária nas comunidades por onde passamos.
Como conheceu o Valmor e o que mais admira nele?
Nos conhecemos em 1982, quando estudávamos Teologia. Quando ele se formou, foi enviado ao oeste do Paraná. Então, eu tranquei minha matrícula e, em maio de 1984, nos casamos. O que mais admiro nele é sua dedicação à família e ao trabalho, o companheirismo, e tantas coisas que o próprio convívio nos proporciona, depois de 26 anos como “namorados”.
Sabidamente, você e o Valmor tem paixões clubísticas diferentes. Comente a respeito.
Lá em casa é 3×1. Meus filhos e eu somos muito gremistas. Eu sempre gostei de futebol, desde pequena, tanto que eu também jogava. Agora, jogo apenas vôlei, duas vezes por semana. Talvez uma das maiores desavenças no futebol que tivemos foi em 1983, quando o Grêmio foi campeão do mundo. A decisão ocorreu um dia depois do meu aniversário e ele torceu contra o Grêmio, aí ficamos uma semana sem nos falarmos. Ele teve que esperar até 2006 para sentir a mesma alegria que eu. Hoje o Valmor vai ao Beira-Rio e eu, às vezes, vou ao Olímpico, e procuramos respeitar as individualidades do outro. No Gre-nal lá de casa a convivência é pacífica.
Ultimamente, você tem se destacado na comunidade por suas pesquisas históricas. Fale um pouco sobre isso.
Desde os tempos de escola, eu já era fascinada por história. Na faculdade, acabei optando por Letras, pois a Unioeste não oferecia o curso de História. Comecei a me dedicar mais ao assunto quando cheguei em Taquara, tentando resgatar e reorganizar alguns dados históricos. Meu único objetivo é tentar deixar organizada parte da história da comunidade, pois, mesmo parecendo contraditório, sempre se descobre coisas novas sobre o passado. No momento, estou fazendo um trabalho para apresentar no Raízes de Taquara, um encontro que vai contar, recontar e reconstruir a história do município.
Em quais cidades já morou e qual é sua impressão de Taquara?
Já morei em Não-Me-Toque, São Leopoldo, Planalto (PR), Corbélia (PR) e Taquara. Me sinto bem aqui, pois procuro sempre me sentir bem onde moro. Se você não gosta do lugar onde vive, mude o lugar ou mude-se de lugar.
Estilo musical: Volksmusic (Música Popular Alemã)
Uma mania: não comprar nada a prazo. Meu pai sempre me dizia: “Se você não tem dinheiro para comprar, então não compre”.
Prato predileto: churrasco
Uma habilidade: cultivar plantas
Lugares que gostaria de conhecer: Grécia e Egito
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Para mim, Páscoa é a festa máxima da cristandade, e não o Natal, pois é a festa da ressurreição de Jesus, é a passagem da morte para a vida. Com a ressurreição, Deus se manifesta a favor da vida, protestando contra todos os tipos de morte. Assim, também nós somos convidados a crer no ressurgimento da vida, protestando contra as situações de morte que nos rodeiam. Coloquemos, nós, sinais de vida nova e plena todos os dias, ali mesmo, no lugar onde vivemos e trabalhamos.


