Clair dos Santos Wilhelms, 57 anos, natural de Taquara. É casada com Clóvis Wilhelms, 60 anos. Tem três filhos: Clarissa, de 37 anos; Nilton, de 35; e Vanessa, de 28, e dois netos, Bruna, de 13 anos, e Matheus, de 7. É formada em Pedagogia e estará colando grau em Letras, no próximo dia 19, pela Faccat. É professora de Português na escola Felipe Marx.
O que a levou a buscar duas formações superiores?
A primeira delas busquei por uma realização pessoal, pois levei 32 anos para voltar a estudar. Fiz um supletivo para concluir o ensino médio e, quando encerrei, achei muito pouco, e resolvi não parar por ali. Foi quando minha filha Vanessa deu incentivo e fizemos o vestibular para Pedagogia juntas. Para minha surpresa, passei e isso me deu ânimo para seguir em frente. Após, a Faccat abriu o Curso de Letras, o qual abriu mais campo para lecionar em escolas. Agora, quero me dedicar mais à questão profissional, pois estudei durante nove anos e então vamos sentindo o peso da idade. Contudo, aquele meio da faculdade nos transforma, aprendi muito lá e acredito que cada obstáculo vale para valorizar as conquistas. Acredito que meus filhos foram a base para eu fazer tudo o que fiz, pois todos eles me incentivaram muito.
Você é uma das articulistas mais assíduas do Panorama. O que a levou a escrever e como percebe a reação dos leitores?
Em outubro de 2006, escrevi um pequeno texto sobre as eleições de deputados em relação à nossa região. Desde então, não parei mais. É muito interessante, pois a receptividade e o retorno são muito bons. Fico muito feliz em saber do número de pessoas que lêem. E noto que eles não esquecem, pois, quando não sai algum texto, me ligam perguntando o porquê. Isso também me fez crescer e me dedicar a ser melhor. Também passei a levar meus textos em recortes do jornal para meus alunos do EJA trabalharem. Aquilo foi despertando a curiosidade deles e assim surgiu a idéia de trabalharmos com o Panorama em sala de aula, com a linguagem e o conteúdo do veículo. A aproximação com o conhecimento e com as pessoas do jornal foi muito gratificante. Os alunos passaram a escrever melhor, a se preocupar com o vocabulário e estão mais falantes. Dessa forma, meu trabalho de conclusão de curso e de estágio foi todo com o Panorama.
Cite suas principais características pessoais.
Sou uma pessoa bastante “família”, emotiva e muito amiga. Sou também muito mãezona, inclusive dos meus alunos. Sou elétrica, bagunceira, mas sempre cumpro minhas obrigações.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Sempre tiro um tempo para ver os netos e tomar um chimarrão com a minha mãe, pois não abro mão de estar com ela. Também acesso bastante a internet, onde participo de um site de poetas anônimos, chamado Recanto das Letras. Lá conversamos muito, trocamos comentários, é um momento ímpar. Tenho ali um núcleo de amizade, algo em que achava impossível me envolver.
Como conheceu o Clóvis e o que mais admira nele?
Nos conhecemos por acaso, em 1968, através de uns amigos. De uma brincadeira na frente de casa, começamos a conversar e, desde então, estamos juntos até hoje. Ele é muito honesto, uma pessoa muito correta. Um ótimo pai de família e muito companheiro. Sempre digo que ele é como namorado que toda mãe queria para uma filha.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero poder usufruir o que aprendi e me dedicar a isso. Ter saúde para poder ver e participar do crescimento dos meus netos. Um sonho que tenho é reunir meus textos que foram publicados no Panorama com alguns que tenho em casa e fazer um livro. Mais adiante pretendo fazer um curso de especialização, uma pós-graduação com algo que una Pedagogia e Letras. Com certeza, quero chegar lá e alçar novos vôos. Isso tudo é preciso, não dá pra parar.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Mesmo que tenhamos que enfrentar muitos obstáculos no decorrer de nossas vidas, cada um deles servirá como ensinamento e caminho para alcançar objetivos, sonhos e realização pessoal.


