Vanessa dos Santos, 24 anos, é natural de Taquara. É casada com Maurício Cambraia Sanches, o Zé do Bêlo. Cursa Relações Públicas e atua como auxiliar de cultura e lazer no Sesc (Serviço Social do Comércio).
Fale sobre sua experiência no Sesc de Taquara.
Comecei a trabalhar no Sesc em março de 2008 e aprendi formas de ligar cultura com qualidade de vida. Antes disso, já desempenhava outras ações nessa mesma área. Contudo, o trabalho no Sesc é algo novo e muito forte na região. Fizemos muitas parcerias com os municípios e acredito que estamos conseguindo desenvolver um bom trabalho.
O que representa para você estar a frente de um trabalho que promove a cultura na região?
Antigamente eu tinha uma posição de que aqui era difícil as coisas acontecerem. Mas, através do Sesc, percebo que as cidades como Taquara e região estão tendo oportunidades culturais que antes não tinham. Por isso, para mim é mais do que especial atuar no Sesc e poder fomentar a cultura nos municípios.
Comente sobre sua relação com a banda Se Ativa.
Em 2002, fui a um show em que o Se Ativa fez em Taquara e achei os integrantes muito receptivos. Quando o fã-clube de Porto Alegre se desfez, fui convidada para ser presidente do novo grupo. Fundamos a matriz em Taquara, com filiais em outras cidades do Estado. Através disso, fazíamos gincanas internas e promovíamos ações sociais, pois a própria banda também tem um envolvimento legal com isso. De certa forma, este foi o primeiro trabalho cultural que desenvolvi com um público. Fiquei no fã-clube até 2006 e hoje tenho uma relação de família com o Se Ativa.
Quais são suas impressões de Taquara hoje?
Eu era uma das várias pessoas que reclamavam de Taquara. Então, em 2006, fui morar em Porto Alegre, onde fiquei por oito meses. Depois, fui para Bombinhas (SC) e acabei voltando para Taquara. Quando eu conto isso, todos perguntam porque eu não fiquei morando lá. Contudo, por mais que as pessoas reclamem, Taquara é uma cidade ótima, acolhedora e que oferece uma forte qualidade de vida. Aqui temos oportunidade de emprego, proximidade com outras cidades. Já em Bombinhas, a faculdade mais próxima fica a uma hora e meia de distância, as oportunidades de emprego aparecem somente no verão, período em que a cidade lota e pegamos engarrafamentos de no mínimo duas horas para chegar em casa. Por isso, as pessoas que não gostam de morar em Taquara deveriam procurar um lugar de que gostem, pois não adianta reclamar se não fazemos nada para mudar.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de escutar música, namorar, ir ao teatro, ler livros. Também aprecio rafting no verão, brincar com os meus cachorros e dormir.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa extremamente acessível, alto astral. Gosto de pessoas, de cachorro, de festas, sou doida e muito agitada. Adoro justiça, não tenho preconceitos, sou autoritária, e gosto de aprender com os outros.
Como conheceu o Zé do Bêlo e o que mais admira nele?
Eu o escutava no programa da rádio Ipanema. Aí, eu o encontrei no Orkut e desde 2005 começamos a trocar e-mails. Em 2006, fui morar em Porto Alegre e, por coincidência, acabamos sendo vizinhos. Nos encontramos pela primeira vez na Lancheria do Parque e desde então estamos juntos. Ele é extremamente carinhoso, apaixonante, charmoso, um cara sério. E tem também o “lado Zé do Bêlo”, que é engraçado e faz parte de um personagem para a música que ele faz.
Quais são seus planos para o futuro?
Terminar a faculdade, trabalhar muito para fomentar a cultura na nossa região, ser mais tranqüila, viajar e comprar um apartamento.
Estilo musical: samba rock, rock, black music e todas as dos anos 70.
Prato predileto: panqueca.
Uma mania: estalar os dedos.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: As pessoas devem parar de reclamar e participar das atividades que são desenvolvidas em Taquara. Deixo aqui um poema de Mário Quintana: “Todos estes que aí estão Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!”


