Luís Ataíde Goulart Corrêa, 42 anos natural de Alegrete. É casado com Sandra, 40 anos, com quem tem dois filhos: Juliano, 14, e Augusto, 8. É formado em Medicina Veterinária, responsável técnico de inspeção municipal de Rolante. Atua como veterinário no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rolante e Riozinho e é presidente da ARE – Associação Rolantense de Eventos.
O que representa para você ser presidente da ARE?
Para mim, é uma oportunidade de entrosamento com a comunidade, de aprendizagem, num sentido de cooperação e trabalho voluntário.
O que o motiva a participar dessa entidade?
É tudo muito gratificante, pois somos responsáveis por carrear recursos e patrocínios para realizar os eventos do município. Desse modo, temos a oportunidade de incentivar as pessoas da comunidade a prestarem um serviço voluntário, não só na ARE, mas também através de outras entidades, em benefício de Rolante. O que me motiva é poder estar em contato com muitas pessoas, aprender a me doar mais, visitar outras cidades e, principalmente, buscar um trabalho positivo, de realizar o evento e ver que ele deu certo.
Fale sobre sua trajetória profissional.
Desde formado, sempre trabalhei como veterinário. Vim para Rolante em 1994 para atuar na Caprol (Cooperativa Agropecuária Rolantense), já extinta. Com o fim da entidade, os próprios cooperados, que também já eram associados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, pediram para abrirmos uma agropecuária a fim de suprir a lacuna deixada pela Caprol. Desde então, estou há dez anos no sindicato, o que me proporcionou um crescimento profissional, podendo atuar principalmente no atendimento a pequenos produtores.
Quais são suas impressões de Rolante e como vê a cidade no momento em que ela completa seus 54 anos?
Sempre gostei de cidades pequenas e o que mais me impressionou em Rolante foi a força de vontade, o trabalho e o espírito de progresso das pessoas. Pouco desemprego existe, embora muitas pessoas fiquem esperando favores do poder público. De maneira geral, as principais mudanças sentidas hoje, são nos setores primário e da indústria calçadista. No primeiro, os produtores tiveram que se profissionalizar: melhorar seu rebanho, aumentar a produtividade e diminuir custos. Já no segundo, muitas fábricas fecharam e ficaram no mercado aquelas que realmente buscaram qualidade para competir em nível nacional e internacional.
Quais são suas expectativas para a Festa da Cuca, que ocorre neste final de semana?
São muito boas. Já tivemos uma preliminar na última sexta-feira, quando ocorreu a festa do município, registrando recorde de público (mais de três mil pessoas). E, além das atrações já tradicionais, a novidade deste ano são os shows em nível nacional.
Cite suas principais características pessoais.
Sou caseiro, mas também companheiro, amigo dos meus amigos.
O que gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de assistir a esportes na televisão, de viajar e de fazer passeios pela região.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos através de um curso de formação pedagógica que fizemos em Alegrete, na Fundação Educacional. O que mais admiro nela é a garra, perseverança, força de vontade e a beleza dela.
O que mais lhe preocupa na criação dos seus filhos?
Me preocupo em passar um bom exemplo, pois palavras arrastam pessoas, e os exemplos, multidões.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero procurar viver mais em família, curtir minha esposa e meus filhos, aproveitar a fase de infância e pré-adolescência deles e encaminhá-los nos estudos. Acredito que esse seja o sonho e o plano de qualquer pai. Tenho também como plano maior a melhoria da qualidade de vida. Contudo, acredito que a verdadeira felicidade a gente encontra não quando conquistamos bens materiais, mas quando estamos em contato com Deus, quando o temos no coração.
Uma habilidade: sou bom cozinheiro.
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