Ricardo André dos Santos, 35 anos, natural de Novo Hamburgo. É casado com Tatiane Rodrigues dos Santos, 22 anos, com quem tem uma filha: Isabel Rodrigues dos Santos, 1 ano e 4 meses. É fotógrafo profissional.
Seu pai (Pedro Santos) já foi um dos fotógrafos mais conhecidos na região. De que forma isso influenciou na sua escolha profissional?
Meu pai se aposentou quando completou 50 anos de profissão e teve uma influência bem importante nesta área da fotografia na região. O meu envolvimento com o meio foi ao natural, meio de curioso, a partir da convivência com meu pai, vendo-o trabalhar. E, de certa forma, acredito que fiz o caminho inverso, pois, aos 16 anos, eu nem sabia fotografar, mas sabia revelar. Achava muito bacana ver a foto surgindo no papel. Sinto falta desta parte manual dos filmes.
O que mais lhe chamava a atenção no processo antigo?
Na revelação manual, também tínhamos muitos recursos e efeitos que conseguíamos fazer. Além disso, na hora de revelar, tínhamos que novamente enquadrar a imagem (desta vez no papel), ajustar o tempo de exposição, a velocidade. Era uma segunda foto, pois mudava o processo, mas o sistema era o mesmo.Tudo o que levávamos em conta na hora de fotografar, aplicávamos também no laboratório.
Como foi a sequência de sua trajetória profissional?
Além de trabalhar com meu pai, a partir de 1989, atuei como fotógrafo do Jornal NH. Depois, passei por dois laboratórios “minilab”, aqui em Taquara. No começo deste ano, resolvi montar meu próprio estúdio. O projeto surgiu com o aumento na procura para o trabalho em eventos, principalmente em casamentos, que é o que mais gosto de fazer.
Fale sobre a fotografia digital e a analógica.
A mudança da fotografia analógica para digital possui muito mais pontos favoráveis do que contrários. O principal deles é a visualização instantânea da foto, pois nos permite corrigir erros que só veríamos após a revelação. Temos, assim, uma garantia maior de conseguirmos a foto do jeito que queremos. Além de termos todos os recursos numa câmera só.
Quais são suas impressões de Taquara?
Gosto muito daqui, é uma cidade boa para morar e trabalhar. Porém, algumas pessoas ainda não valorizam os profissionais. Tento sempre acompanhar o trabalho dos nossos colegas de Novo Hamburgo, Porto Alegre, e posso dizer que os fotógrafos da nossa região estão à altura de qualquer profissional de fora.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de fazer um churrasco, de passear com a família pelo interior do município, subir a Serra.
Quais são suas principais características pessoais?
Respiro fotografia 24 horas por dia. Sou uma pessoa supercalma, tranquila, me preocupo em nunca prejudicar as pessoas e deixar sempre uma boa impressão.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos no tempo em que eu estava no laboratório da Kodak. Ela trabalhava em uma loja de roupas que ficava bem em frente e, por isso, nos víamos todos os dias. Ela é uma pessoa comunicativa e o que mais admiro nela é o seu dinamismo e seu modo de agir.
Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo ter sucesso em meu novo empreendimento, investir cada vez mais, na medida do possível, para, mais futuramente, poder ampliá-lo e expandi-lo para outras cidades. Além de firmar parcerias e boas relações com outros fotógrafos e profissionais da área de eventos.
Prato predileto: um bom churrasco.
Uma mania: manter as coisas em seu lugar.
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