Keila Daiane Silva da Silveira, 27 anos, solteira, é natural de Santo Antônio da Patrulha e mora em Parobé. Filha de Luiz Carlos da Silveira, 53 anos, e Maria Eloí Silva da Silveira, 51, tem uma irmã: Kele Mariane Silva da Silveira, 19. É graduanda em Ciências Biológicas pela Unisinos e atua como professora nas escolas Rosa Elsa Mertins e Calisto Eolálio Letti de Taquara. É ministra da Eucaristia e vice-coordenadora diocesana geral.
Na sua opinião, o que a Páscoa significa e como ela é vista hoje?
Para mim, representa a esperança, principalmente pela questão da morte e da ressurreição de Cristo. É esperança em função da vida que vence a morte, o que simboliza a crença na superação. A Páscoa é o centro da fé de todos os cristãos. Mas, em geral, hoje se perdeu o sentido cristão e a data é vista mais pelo comércio, como forma de se ganhar dinheiro. Também através do coelhinho, que é uma questão mais folclórica.
Comente sobre o envolvimento dos jovens de Parobé com a Semana Santa.
Através do Ministério Jovem, fazemos uma encenação desde o Domingo de Ramos até o Sábado de Aleluia. O objetivo é levar para as pessoas o que fala a Campanha da Fraternidade e trazer, através do teatro, a questão bíblica e o verdadeiro sentido da Páscoa.
Como surgiu seu interesse em trabalhar com os jovens e com a religião?
Eu tomei a iniciativa de ir num grupo de CLJ de Parobé, quando tinha 17 anos. Lá comecei a perceber que mostrar e resgatar os valores para a sociedade completava minha vida. Em seguida, fui catequista de Crisma e me encontrei. Dali em diante, me envolvi mais e mais, saindo da juventude de dentro da igreja e levando para a juventude da comunidade. Hoje estou há quatro anos no Ministério Jovem, onde atuo como vice-coordenadora diocesana geral. Através da vivência que tive a partir de visitas à comunidade Bethânia, de São João Batista (SC), a qual acolhe jovens dependentes químicos, soropositivos, prostituídos e marginalizados em geral, percebi que poderia fazer o mesmo trabalho aqui na região. Por isso, o grupo do Ministério Jovem de Parobé faz visitas, apresentando teatros, danças, pregações, para fazendas terapêuticas de Novo Hamburgo, as quais acolhem menores de idade.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa determinada, extrovertida, sincera, convicta da minha fé e das minhas opiniões.
O que gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de ler, dançar, estar na presença de meus amigos e de pessoas queridas.
Quais os valores passados por seus pais que você mais preza?
A honestidade e a busca constante da minha questão espiritual, bem como a importância da valorização da família.
Uma lembrança marcante: a mudança de cidades. Quando eu tinha 13 anos, viemos de Santo Antônio para morar em Parobé, onde não conhecia ninguém. Ao mesmo tempo, isso me proporcionou um amadurecimento muito rápido.
Quais são suas impressões da cidade onde vive?
É boa e agradável para se morar. Viemos para cá até mesmo por ser próxima de outros municípios e oferecer maiores possibilidades de emprego e estudo. Está um pouco violenta, mas isso nos incentiva cada vez mais a continuar os trabalhos com os jovens como forma de prevenção da marginalidade.
Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo me formar em Ciências Biológicas neste semestre, continuar colaborando com o trabalho com a juventude e formar uma família que possa também cultivar bons valores.
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