Edna Fischborn, 32 anos, natural de Taquara. É casada com José Roberto Fischborn (35), com quem tem dois filhos: Bruna D’Jovanna Fischborn (12) e José Roberto Fischborn Júnior (8). É secretária, acadêmica de Administração da Faccat e coordenadora da área cultural do 3º Acampamento Farroupilha do Vale do Paranhana.
Como surgiu o seu envolvimento com o tradicionalismo?
Minha vida inteira foi dentro do tradicionalismo. Comecei a dançar com cinco ou seis anos de idade no CTG Unidos da Tradição de Parobé (já extinto) e depois fui para o Sangue Nativo, onde permaneci até o nascimento do meu segundo filho. Eu e minha família temos nossa vida social dentro do tradicionalismo. Participo d’O Fogão Gaúcho há 11 anos e atualmente sou diretora de Cultura da entidade. Meu marido é coordenador da 22ª Região Tradicionalista, eu já fui prenda de faixa, minha filha é prendinha de faixa e meu filho é Piazito do CTG.
Comente sobre sua participação no Acampamento Farroupilha.
Sei que o tradicionalismo estará presente no futuro dos meus filhos e gosto de passar adiante o conhecimento. O Acampamento Farroupilha é uma oportunidade de transmitir o tradicionalismo para todas as crianças, que, às vezes, não têm esse contato e acabam descobrindo que podem gostar e participar do CTG a partir do que presenciaram aqui.
Como você avalia a aceitação do tradicionalismo entre os jovens hoje?
Acredito que o CTG ainda seja uma sociedade muito boa internamente, pois une pessoas dos oito aos oitenta anos, por exemplo, num mesmo espaço, nas mesmas atividades, sempre em conjunto. É uma família. Já a juventude anda meio quieta, parece que têm medo de dar o primeiro passo. Mas estamos trabalhando para que os jovens tenham mais certeza neles mesmos para expressar suas vontades e ideias, que, na maioria das vezes, são muito boas mesmo. É importante que eles sejam participativos, pois a perpetuação da história pertence a eles.
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Comecei a trabalhar aos 16 anos, num escritório de contabilidade. Depois atuei no departamento pessoal da calçados Beira-Rio, fui secretária administrativa do Hospital de Caridade e também da Prefeitura de Parobé. Ocupei o cargo de gerente na farmácia Santé e hoje sou secretária de um escritório que presta assessoria aos municípios e Câmaras de Vereadores da região, o Gestão Ltda.
O que mais lhe preocupa na criação de seus filhos?
Não são as drogas ou a violência, mas, sim, criá-los de maneira que possam ter atitude para tomar as decisões sempre corretas.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou perfeccionista e muito organizada, uma pessoa prática e bem libriana, coloco tudo na balança e vou firme nas decisões. Faço jus ao meu signo.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Leio, gosto de dormir, ficar em casa, de assistir à televisão, brincar com meus filhos, curtir a família e dedicar um tempo especial a eles.
Como você conheceu seu marido e o que mais admira nele?
Nos conhecemos dentro d’O Fogão Gaúcho, durante uma Semana Farroupilha. Eu o admiro por ser um homem correto, íntegro, batalhador e dedicado em todas as áreas – à família, ao tradicionalismo.
Quais são seus planos para o futuro?
No próximo semestre, pretendo fazer um curso de especialização em Gestão Cultural na Unisinos e, assim, investir na minha vida profissional na área de produção de eventos, abrindo uma produtora cultural aqui em Taquara.
Estilo musical: é bem variado, nativista, sertanejo, MPB, músicas boas ao ouvido.
Prato predileto: peixe.
Uma habilidade: formatação de projetos padrão.
Um lugar: minha casa.
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