Perfil

Antônio Sérgio de Araújo Maciel

Antônio Sérgio de Araújo Maciel, 56 anos, é natural de Jaquirana. É casado com Heloísa Helena Valim Maciel (54), com

perfil1Antônio Sérgio de Araújo Maciel, 56 anos, é natural de Jaquirana. É casado com Heloísa Helena Valim Maciel (54), com quem tem um filho: Ricardo Valim Maciel (28). É formado em Educação Física pela Feevale e diretor da escola Willybaldo Samrsla (Ciep), do bairro Empresa, em Taquara.

Fale de sua trajetória profissional.
Aos 22 anos, comecei a atuar como professor em São Francisco de Paula, cidade onde morava. Quando meu filho terminou a 8ª série, surgiu a oportunidade de um negócio em Taquara e, então, viemos para cá. Em 1996, comecei a trabalhar no Polivalente, onde fiquei durante 12 anos. Em 2004, comecei a faculdade de Filosofia, mas interrompi, pois a prioridade era ver meu filho formado. Já em 2005 uma colega me convidou para conhecer o Ciep e me chamou para trabalhar na escola. No ano seguinte, fui eleito diretor, cargo que ocupo pelo terceiro ano.

Quais são as satisfações e os dissabores da profissão e o que lhe motiva a continuar?
Todo ser humano tem sua índole e, dentro dela, o olhar vocacional, que é o primeiro passo para escolher uma profissão. Atuo nesta área há 34 anos e, para mim, lidar com pessoas transforma, traz crescimento, um conhecimento maior, e os alunos passam isso para ti. Fico triste quando não venho para a escola, pois é um combustível para a vida. Fazemos tudo com carinho e o único dissabor é quando o aluno não é acompanhado pelos pais que, quando vêm à escola, é para xingar. O que me motiva é saber que a escola é muito importante para a sociedade, é transformadora social, ela faz parte da nossa história.

Na sua opinião, existem diferenças na forma de ser professor e no comportamento dos estudantes de hoje?
Acredito que ocorreram muitas mudanças na própria sociedade, acontecimentos que as pessoas demoraram algum tempo para entender. Hoje, de certa forma, isso dificulta na assimilação do respeito na escola. Antes, isso era mais valorizado e não se tinha tanta informação. Agora, o professor tem que estar bem informado, porque o seu aluno sempre está. De maneira geral, também o olhar para o humano e carinho diminuíram. Não se sente mais compromisso com a sociedade, e a conquista de espaço se dá a qualquer preço.

Comente sobre o seu envolvimento comunitário e com a vivência religiosa.
Eu e minha esposa fazemos parte da Pastoral do Batismo e integramos a diretoria da Capela Nossa Senhora do Rosário, do bairro Empresa, ligada à paróquia Santa Teresinha. Acredito que, quando nascemos, 50% de nós é matéria e 50%, espírito. Durante a vida, tu escolhes o que vais desenvolver mais e eu optei pelo lado espiritual. Para isso, a igreja é um suporte, um momento para fortalecer a vida. Além disso, estou fazendo um curso de ministro extraordinário da comunhão. Sobre o trabalho comunitário, acho importante e procuro sempre diferenciar a solidariedade do assistencialismo (promoção).

Quais são suas principais características pessoais?
Sou muito sistemático, tudo tem que ser pelo lado correto da coisa. Costumo sempre dar uma oportunidade às pessoas, em diferentes situações, principalmente nas adversidades. Procuro tratar a todos com respeito, delicadeza e fazer com que o outro se sinta bem na minha presença.

O que gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de ficar em casa, ler jornal e sou viciado em fazer palavras cruzadas. Também gosto de passear com a Heloísa e de cozinhar.

Quais são suas impressões de Taquara?
Sou serrano, e o povo de origem alemã tem que te conhecer para confiar em ti, mas, apesar de ter nascido em Jaquirana, já me sinto taquarense. Mudei muito a visão que tinha da cidade depois que vim morar aqui. A cidade é boa, central, tem uma população muito boa. O município conta ainda com o apoio da sociedade  através de movimentos como Lions, Rotary e também dos jovens, o que é muito importante. Aqui no bairro Empresa, a maioria dos moradores veio de Palmeiras das Missões e têm o costume de tomar chimarrão e de oferecê-lo a quem chega, o que agrega muito as pessoas.

Estilo musical: MPB, Roberto Carlos.

Prato predileto: arroz e feijão, e também comida italiana.

Uma mania: ler jornal antes de dormir.

Uma habilidade: cozinhar.

Um lugar que gostaria de conhecer: Itália.

Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos devido à aproximação de nossas famílias: minha tia casou com o tio dela e nos conhecemos na fazenda deles. Estamos casados há 34 anos e o que mais admiro nela é a tolerância, por sempre ver o lado bom das coisas.

O que mais se preocupou em passar a seu filho?
Sempre procurei dar testemunho de vida para que ele seguisse.

O que lhe tira do sério: falsidade.

Quais são seus planos para o futuro?
Meu futuro é hoje com um olhar para o amanhã. Pretendo continuar na direção da escola, se meus colegas me elegerem, e dar sequência à minha faculdade de Filosofia. Depois que me aposentar, espero voltar a morar em São Francisco de Paula, mas não sei se terei coragem.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Viva a vida simplesmente sem complicá-la.

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