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Yole Português Luce

Yole Português Luce, 62 anos, é natural de Erechim. É casada com Sérgio Inácio Coelho de Souza Luce (62), com

perfil_yole-luceYole Português Luce, 62 anos, é natural de Erechim. É casada com Sérgio Inácio Coelho de Souza Luce (62), com quem tem dois filhos: Luiz Felipe (36) e Luciana (30), e quatro netos: Ricardo (9), Isabela (7) e os gêmeos Rafael e Natália (4). Foi professora de educação infantil e atua hoje no grupo Estrela da Amizade, ligado à ONG Parceiros Voluntários.

Como surgiu o grupo Estrela da Amizade?
O grupo surgiu de uma iniciativa minha e da Maria Lenita Closs. Eu gosto muito de trabalhar com tecidos e ela me dava aula de patchwork, então tivemos a ideia de formar um grupo voluntário. Fizemos uma reunião para convidar as pessoas, o Sérgio (marido) nos cedeu um espaço no Sindicato Rural e passamos a fazer parte da ONG Parceiros Voluntários. Formamos um grupo com as oito integrantes e começamos a nos reunir todas as quintas-feiras à tarde para confeccionar os materiais que são vendidos no final do ano. Com o lucro, compramos cestas básicas e produtos de necessidades específicas para algumas pessoas carentes. Neste ano organizamos o 5º Bazar Estrela da Amizade e não pretendemos parar tão cedo.

O que a incentiva a realizar este trabalho voluntário?
Me sinto útil, pois acho importante ajudar o próximo de uma forma bonita, que só vem a acrescentar. Muitas pessoas deveriam seguir esse caminho. Estamos aqui para aprender, tanto no sentido do trabalho manual quanto no de superar dificuldades. Temos um convívio agradável, e o trabalho voluntário faz parte da nossa vida. O que incentiva, também, é ver que, no final do bazar, foi vendido tudo o que confeccionamos e que cada vez mais pessoas nos prestigiam.

Por que vocês escolheram o período de Natal para ajudar as pessoas?
O Natal é uma data em que as pessoas são mais solícitas. Escolhemos esse período porque nem todos têm condições de festejar em suas residências e, de alguma forma, queremos proporcionar aos outros um Natal como o nosso: com uma mesa farta, pois a maior tristeza do mundo é não ter o que comer.

Qual é o sentido do Natal para você?
Para mim, é o cristão, o nascimento de Jesus. É o renascimento do espírito, um período de reflexão. É um momento de se preparar para um ano melhor, avaliar o que conseguimos fizer de bom e, se ficou algo para trás, nos organizarmos para conseguir realizar no ano que virá.

Quais são suas principais características pessoais?
Aos 62 anos, ainda estou tentando me conhecer mais. Quero ser, a cada dia que passa, uma pessoa melhor. Mas posso dizer que sou batalhadora, teimosa e gosto de conversar com as pessoas para saber como agem em determinadas situações, ouvir o que elas têm a dizer para também aprender com elas. Não sou pretensiosa e não tenho preconceito.

O que gosta de fazer nas suas horas vagas?
Gosto de fazer trabalho manuais, escutar música, meditar, ver filmes, ler, brincar com meus netos e passear no shopping em Porto Alegre.

Como conheceu o Sérgio e o que mais admira nele?
Nos conhecemos numa festa na casa dele e ele me tirou para dançar. Depois, começamos a namorar e hoje somos casados há 38 anos. O que mais admiro é o dinamismo dele. A força em acreditar no ser humano, em trabalhar sempre preocupado com os outros. Ele tem um ditado que diz “Quem não vive para servir não serve para viver” e foi isso que passamos aos nossos filhos.

O que a tira do sério:
a prepotência.

Quais são seus planos para o futuro?

Continuar com o grupo voluntário, aprender cada vez mais a conviver com o ser humano de uma forma harmoniosa e que sempre possa dizer que estou de braços abertos para colaborar com o que for possível, pois é isso que a gente leva do mundo: a solidariedade.

Estilo musical:
pop.

Prato predileto:
bobó de camarão.

Um lugar: meu sítio.

Uma mania: repetir as coisas que falo.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal:
Que as pessoas tenham um bom ano e que consigam realizar todos os seus sonhos e desejos em 2010.

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