Hélio Cardoso Neto, 45 anos, natural de Taquara. É casado com Marelise Prass Cardoso (47), com quem tem três filhos: Diego (19), Taís (18) e Lívia (12). É advogado, pós-graduado em Direito Público, formado pela Escola Superior do Ministério Público. Atua em consultoria na área de Direito Público e advoga na área de Direito Civil.
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Fale sobre seu envolvimento com o Recanto Galponeiro e o Acampamento Farroupilha.
Minha aproximação com o Recanto Galponeiro surgiu justamente a partir do Acampamento Farroupilha do Paranhana, do qual, para mim, é um orgulho ser um dos idealizadores. O pessoal assumiu a ideia de fazermos um evento diferenciado, então unimos forças e surgiu. Hoje o Acampamento Farroupilha está consolidado, e é uma satisfação muito grande ter contribuído para o surgimento desse evento de natureza cultural em Taquara. O grande mérito são as atrações e oficinas culturais para estudantes, nas quais são trabalhadas a tradição, os usos e costumes do Rio Grande do Sul, algo que é superimportante.
A que se deve sua ligação com o tradicionalismo?
Sempre tive uma participação nessa área. Desde guri, minha ligação com o meio rural se deu pelas raízes de meus avós e pela lida no campo com meus tios. Tive um grupo de música gaúcha, o Braseiro, com o qual participávamos de festivais, da Ciranda, inclusive. Além disso, sempre mantive vínculos com o CTG O Fogão Gaúcho, fiz parte do conselho e hoje sou colaborador da entidade. Escrevi um livro de poesias e também faço letras e composições de músicas gaúchas. Acredito que hoje nossa cultura não precisa mais ter um vínculo rural, pois é um movimento de todos os gaúchos, os quais estão imbuídos desse espírito cultural.
Fale sobre sua participação na Academia Lítero-Cultural Taquarense, da qual é o atual vice-presidente.
Desde a primeira reunião, sempre participei da Academia com o intuito de contribuir para a cultura do município. É um trabalho voluntário, apolítico, que envolve vários segmentos e cumpre um papel importante na cidade, através da realização de vários eventos e da abertura de espaços para divulgar os talentos taquarenses.
Comente sua trajetória profissional e a opção pela advocacia.
É uma vocação que sinto ter desde quando era novo. Sou apaixonado pelo Direito, mas tive que abrir meu espaço e, infelizmente, consegui isso muito tarde, pois me formei aos 33 anos. Devido ao meu envolvimento na política, quando fui secretário de Administração, na gestão de Ari Rodrigues, acabei indo para o lado do Direito Público. Também fui procurador do Município de Taquara, assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Taquara e hoje presto o trabalho de consultoria jurídica para o Simut (sindicato dos municipários), para a Câmara de São Francisco de Paula e atuo na área previdenciária municipal de Araricá. Também realizo trabalho voluntário de assessoria para associações, com o intuito de estimular o surgimento de novas entidades.
Quais são suas principais características pessoais?
Procuro ser muito leal à minha família e aos meus amigos. Tenho como objetivo me relacionar bem e tratar bem a todos, sempre.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Em primeiro lugar, gosto de me dedicar à leitura, pois sou um leitor compulsivo. Também gosto de assistir a filmes e viajar.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Conheci a Marelise quando éramos vizinhos de escritório e trabalhávamos no mesmo prédio em Taquara. Admiro muitas coisas nela, mas principalmente sua paciência, dedicação e companheirismo.
Quais são seus planos para o futuro?
Ampliar a consultoria e talvez diversificar os negócios. Também pretendo continuar estudando. Tenho o sonho de fazer um mestrado em Direito, pois quanto mais estudo, mais gosto.
Uma habilidade: sou ritmista, toco bumbo leguero.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Nunca desista dos seus sonhos”, além de ser minha mensagem é também uma dica de leitura, pois trata-se do título do livro de Augusto Cury.


