Perfil

Izabete Maria Vales

Izabete Maria Vales, 66 anos, é natural de Triunfo. Solteira, tem dois filhos: Grecco (33) e Marco Buratto (31). Formada

perfil_iza-21Izabete Maria Vales, 66 anos, é natural de Triunfo. Solteira, tem dois filhos: Grecco (33) e Marco Buratto (31). Formada em Magistério, cursou Psicologia na PUC e é especialista em Psicologia da Família e Psicologia Organizacional. Aposentada, é poetisa e professora de Psicologia e Ética da Unipacs.

Conte-nos sobre sua atuação voluntária em entidades voltadas ao bem-estar da mulher.
Um sonho meu, depois de aposentada, era trabalhar mais com o cidadão de forma voluntária, ser articuladora de ações com vistas, principalmente, à qualidade de vida da mulher. Participei do núcleo do Imama de Taquara, que tinha sede na Unipacs. Hoje sou uma simpatizante da causa, como agradecimento por não ter tido câncer de mama. Conversando com o seu Antônio (Nazário, diretor da Unipacs), surgiu a ideia de realizar um trabalho mais amplo e efetivo e, desta forma, pretendemos fundar a Associação Filantrópica Mais Mulher, que atuará nas questões de qualidade de vida, câncer de mama e de colo de útero e violência contra a mulher – baseada na Lei Maria da Penha.

Comente sobre sua participação na Academia Lítero-Cultural Taquarense.
Fui indicada duas vezes para fazer parte da Academia e aceitei na segunda, por ter sido aceita por todos os integrantes. Foi uma honra, primeiro por não ser taquarense e poder participar da entidade, e também pelo resultado que tenho tido com o trabalho. Para a atual gestão, fui encarregada da  diretoria de acervo. Taquara é um município onde o fazer arte é muito importante, pois temos muitos artistas aqui. Ser um deles é de uma significância muito elevada.

Fale sobre as obras literárias que já publicou.
Meu primeiro trabalho foi a participação em coletânea chamada Poemas de Mim. Já o primeiro livro próprio foi Resgate de Mim. O segundo foi Poesia na Fábrica, inspirado no trabalho que realizei nas indústrias calçadistas, e o próximo será Renovação de Mim. Um livro bem simbólico, que possui na capa uma águia. Depois de 30 anos, essas aves precisam se renovar para poder viver até os 70. Mesmo com uma situação difícil conseguimos nos renovar, assim como a águia. Não desista, seja persistente, encare os obstáculos como desafios e sempre faça de “um limão uma limonada”.  Sonhar é preciso e, quando isso se torna realidade, prontamente vive-se outro sonho. Obstáculos sempre existem, mas sou movida a desafios, provavelmente virão outros.

Fale sobre sua trajetória profissional.
Na época da Revolução de 1964, fiz um curso do Paulo Freire, em Porto Alegre, para alfabetização de adultos. Após, trabalhei com aquela metodologia em Alvorada, onde ajudei a fundar uma escola, batizada de Castro Alves, fato que marcou bastante minha vida. Vim de uma família humilde e eu fui a única filha que fez faculdade. Como psicóloga organizacional, iniciei meu trabalho em Caxias do Sul, no ramo da metalurgia. Após, atuei no setor moveleiro em Bento Gonçalves e também na área de alimentação. Em seguida, fui para Porto Alegre, onde trabalhei com treinamentos de chefia e gerência. Em 1985 fui convidada a participar de uma seleção para trabalhar na Azaléia e, então, vim morar em Taquara.

Qual o motivo da opção pela psicologia organizacional?
Colocar a serviço de um maior número possível de pessoas o que tinha aprendido sobre o comportamento humano. Sempre via a psicologia clínica como elitizada. Até mesmo os nossos colegas de profissão nos viam de uma forma preconceituosa. Acho que a essência do trabalho é a pessoa. Quem dera, todas as entidades pudessem ter no seu quadro funcional um psicólogo.

Como você define seus filhos?
Grecco, músico, e Marco, economista. Um foi para o lado da sensibilidade e o outro, da racionalidade

Quais são suas principais características pessoais?
Sou extremamente idealista e movida a desafios. Me considero generosa, independentemente de conhecer a pessoa ou não. Também já fui muito impulsiva e revolucionária. Gosto de inovar, sou vaidosa, consumista – estou procurando diminuir isso. Adoro viver, quero chegar aos 100 anos e, também por isso, defendo a qualidade de vida das pessoas. Também adoro dar e receber presentes.

O que você gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de caminhar, ir à academia, ao cinema, ao teatro. Aprecio música de qualquer estilo, de assistir a programas esportivos na tv – sou gremista e gosto de olhar futebol, mas torço para o Internacional quando ele joga fora do Estado, pois acho que nesta área se valoriza muito o eixo Rio-São Paulo. Gosto também de passear em Porto Alegre no parque da Redenção, no brique e participo das atividades realizadas em Taquara, pois temos que prestigiar os eventos locais.

Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo fazer o curso de Direito, mas não para atuar na área criminal, mais para conhecer  a parte do direito da família, direito social; continuar escrevendo, editar o livro que já está pronto; viajar para os Estados Unidos da América, passar um revellion em Nova Iorque e comemorar meus 70 anos naquele barco Cisne Branco que vai até Triunfo.

Estilo musical: gosto de Roberto Carlos, rock, velha guarda, MPB.

Prato predileto:
strogonoff, mas tenho predileção por doces.

Uma habilidade: falar em público e escrever.

Uma mania: usar chapéus, bonés, boinas.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Mulheres: amai-vos  umas às outras, e Mães: estabelecei limites aos seus filhos, porque está é uma forma de amar”.

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