João Carlos Schuh, 43 anos, é natural de Giruá. Casado com Isabel Alves Varela (29), tem quatro filhas: Jaqueline (20), Raíssa (16) e Gisiele (11) – do primeiro casamento, e Laura Varela Schuh, de dois meses, do segundo. É mecânico, proprietário da Mecânica Schuk e da Stylo Autopeças em Taquara. Sócio-fundador da Afra (Associação dos Fornecedores e Reparadores Automotivos do Vale do Paranhana) e atual presidente do Taquara Automóvel Clube (TAC).
Como surgiu sua paixão pela velocidade e pelo automobilismo?
Foi na antiga mecânica Auto Vale (de Taquara), quando eu ajudava a preparar um carro para as corridas. Ficava pensando que um dia faria para mim. Há uns sete ou oito anos, arrumei um carro e o pessoal da Afra me ajudou a fazê-lo. E desde então, não parei mais. É emocionante fazer o que se gosta e dar um espetáculo para o público. Apesar de já ter capotado várias vezes, nunca fiquei com medo, pois a nossa pista e os equipamentos são seguros e também nunca abusei da velocidade.
Conte-nos sobre sua vinda a Taquara.
Eu tinha um amigo que trabalhava na Azaléia, em Parobé, que sempre me convidava a vir para cá. Vim, conheci e, depois de um tempo, me mudei para Taquara. Cheguei aqui há 20 anos, com meu carro, minhas roupas, uma caixa de ferramentas e um macaco jacaré. Fui muito bem acolhido pela cidade e hoje tenho o meu próprio prédio e equipamentos. Adotei Taquara como minha cidade, e muito do que consegui devo a um amigo, de apelido Chupeta, que sempre me arrumava clientes.
O que representa ser presidente do TAC e quais suas expectativas para a temporada 2010?
Eu nem esperava isso. Foi muito bom, pois é algo que muda a vida da gente. Traz mais responsabilidade, conhecemos pessoas, lidamos com a segurança dos carros, enfim, temos uma equipe muito boa que está fazendo o melhor para agradar a todos. Estou bastante ansioso para a primeira etapa da temporada. As expectativas são boas, espero que o público compareça e que seja um sucesso. Mesmo como presidente, vou continuar correndo e, para isso, passarei o cargo ao vice durante a competição.
Quais são suas principais características pessoais?
Apesar de ser meio “azedo” de vez em quando, me dou bem com todo mundo. Falo bastante, sou uma pessoa simples, honesta, humilde e fácil de se lidar.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de passear pela cidade e ir ao shopping com minhas filhas e minha esposa, e de curtir muito a minha mãe. Vou todas as manhãs tomar chimarrão na casa dela.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Nos conhecemos no TAC, durante uma corrida noturna, por intermédio de um casal de amigos (Luizinho e Bete). Depois de mais ou menos um mês, saímos e hoje já estamos juntos há dois anos. O que mais admiro nela é a sinceridade e também por ser muito “família” e trabalhadora.
O que mais o preocupa na criação de suas filhas?
Tinha muito medo em relação às drogas. Mas procuro passar o melhor para elas, que para mim é a educação e o estudo. A Raíssa e a Gisiele moram comigo há quatro anos e, neste período, fui pai e mãe delas.
Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo ampliar a empresa para poder gerar mais empregos, cuidar das minhas filhas e vê-las formadas. Também penso em montar projetos para melhorar a infraestrutura do TAC e agregar mais pessoas à diretoria.
Estilo muscial: gaúcho e sertanejo. Não gosto de funk.
Prato predileto: churrasco.
Uma habilidade: cuidar das minhas filhas.
Um lugar: o TAC.
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