Perfil

Marcos Antônio da Silva Martins

Marcos Antônio da Silva Martins, 43 anos natural de Taquara. Noivo de Carin Cristine Hennemann (40), é policial militar em

Marcos Antônio da Silva Martins, 43 anos natural de Taquara. Noivo de Carin Cristine Hennemann (40), é policial militar em Parobé, onde atua como instrutor do Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência.

Fale sobre sua trajetória profissional.
Após fazer um curso de qualificação, no ano de 1988 ingressei na Brigada Militar como soldado, cargo que ocupo até hoje dentro da corporação. Ao todo, são 22 anos em que atuo em Parobé, o que me faz o policial com mais tempo de serviço no município. Desde criança, tinha vontade de ser policial. Minha intenção era a de ajudar os outros, ser solidário com as pessoas, e tive certeza que poderia fazê-lo dentro da corporação. Tornei-me soldado muito por incentivo de meu tio, coronel Clóvis Reis da Silva, oficial da Brigada Militar já reformado.

Como é a experiência de atuar no Proerd ?
Atuo no programa há sete anos e acho queé fundamental para a vida futura das crianças e dos adolescentes, principalmente para que eles possam estar livres das drogas. O objetivo é fazer com que deixem de experimentar, saibam dizer não e entendam por que não devem querer, tanto as drogas ilícitas quanto as lícitas. Para mim, trabalhar com a juventude é um dos melhores serviços, pois são os futuros profissionais que irão nos substituir. Será motivo de muito orgulho e satisfação se um dia eles lembrarem deste soldado. Devido a esse trabalho, em 2008, fui contemplado com o troféu do Lions, como destaque na segurança em Parobé.

Comente sobre o seu gosto pela poesia.
Quando eu estava na 6ª série começamos a escutar músicas dos Beatles e meu colega de aula mostrou algumas letras que ele mesmo tinha feito. Achei tão lindo que comecei a escrever também. Tenho uma facilidade nata, que só fui descobrir bem aos 12 anos. Escrevo sobre amor, pessoas, sentimentos pelos quais os outros estão passando. Gosto também de escrever poesias góticas. Agora estou montando um livro que pretendo lançar no ano que vem. É difícil conviver com o lado sentimental atrás da “máscara”  que temos que usar para não esmorecer. Infelizmente, temos essa herança  do tempo da ditadura, mas acredito que isso possa mudar.

Quais são suas impressões de Parobé?
Adoro a cidade. Quando nasci, ainda era ainda um distrito de Taquara. Emancipada, tornou-se um lugar bom para se viver, morar e trabalhar. Além disso, para a juventude é um local de festa e, para os programas em família, temos a praça 1º de Maio, onde podemos tomar chimarrão, numa das mais lindas praças do interior do Estado.

Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa bastante humilde, centrada e acredito no caráter e na verdade.

O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Ler, em primeiro lugar. Leio livros, jornal, revista, até embalagens de produtos. Escrever é uma extensão disso. Também gosto de passear, estar em família e, no momento, estou envolvido com os preparativos do meu casamento.

Como conheceu sua noiva e o que mais admira nela?
Nos conhecemos durante uma tarde, no centro de Parobé, mais precisamente no dia 6 de setembro. Trocamos olhares e fui até ela para conhecê-la. Dali iniciamos o namoro, pois foi paixão à primeira vista – estávamos perdidos e nos encontramos. E em dezembro deste ano iremos nos casar. O que mais admiro nela é a simplicidade, o belo sorriso e a pele aveludada, além da pessoa maravilhosa que é.

O que o tira do sério: a covardia e a mentira.

Uma lembrança marcante: o surgimento da banda Legião Urbana, pois proporcionou ao mundo que conhecesse o poeta Renato Russo.

Quais são seus planos para o futuro?
Casar com a Carin, ver um livro editado que tenha sido escrito por mim e fazer a faculdade de Letras.

Estilo musical: rock Elvis, Beatles, Rolling Stones e algumas coisas da música nativista.

Uma mania: usar a mão esquerda como agenda. Volto para casa com a mão toda escrita de caneta.

Uma habilidade: cativar as pessoas.

Um lugar: Parobé.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Acredite, a felicidade existe. Basta acreditar”.

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