Solange Martins, 49 anos, é natural de Taquara. Divorciada, tem dois filhos: Alice (20) e Mateus (16). Formada em Direito, atua como advogada e é também professora das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat).
Conte-nos sua trajetória profissional.
Inicialmente, eu tinha planos na área médica, mas acabei seguindo a profissão do meu pai (Alceu Martins), que também é advogado. Me formei em Direito na Unisinos em 1984, comecei a trabalhar num escritório e, durante quatro anos, fui assessora jurídica de um partido político em Porto Alegre. Quando voltei a Taquara, passei a atuar no meu escritório e, depois de procurar o professor Delmar Backes, comecei a dar aula na Faccat, onde estou há 14 anos. Para isso, me capacitei através de especialização e mestrado em Direito. O que mais me dá alegria, me recompensa e realiza é dar aula, é ser professora.
Fale sobre sua paixão futebolística pelo Internacional.
Sou Inter desde antes de nascer. Nasci colorada dentro de uma família colorada. Meu pai é sócio do time. Casei com um colorado, meus filhos são colorados, é uma história de muito tempo e, mesmo na época em que passamos aquele período de baixa, mesmo assim, vestia a camiseta. Ia ao estádio com meu pai, depois fui com meu marido e agora, depois de um tempo, comecei a frequentar novamente com meus filhos. Sinto necessidade de ir ao Beira-Rio, mesmo quando não se trata de um jogo tão importante. Faço parte do Consulado do Inter de Taquara e, em geral, evito usar a cor azul. Minha cor é o vermelho.
Quais são suas expectativas para o mundial de clubes deste ano?
Agora estamos numa fase boa, de muita expectativa. Já comprei foguetes, estou fazendo uma bandeira nova para colocar na janela de casa. Quando fomos bicampeões da Libertadores, fiz uma promessa de tatuar o símbolo do Inter. Este ano, vamos repetir 2006, reunindo a família para assistir ao jogo aqui na sala de casa. A única coisa que vai mudar é o dia: em vez de 17, será 18 de dezembro. Quando temos perspectivas de título, gosto de ficar em Taquara para comemorar na carreata com o pessoal.
Cite suas principais características pessoais.
Sou uma pessoa bastante amiga, leal e fiel às minhas amizades. Amo minha família – meus pais, meus filhos – acima de tudo e não suporto mentiras e intrigas.
Quais são suas impressões de Taquara?
Acho que o município tem muito potencial para ser desenvolvido. Já foi uma cidade mais dinâmica e agora deveria explorar mais a parte de lazer, com lugares mais aprazíveis em função da própria juventude. Gosto muito de morar aqui pela relativa tranquilidade que Taquara oferece. Também por minha família e meus amigos serem daqui.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto muito de pintar telas e de fazer artesanato. Cuido dos meus bichinhos de estimação e fico com a minha família.
O que mais a preocupou na educação dos seus filhos?
Sempre confiei muito na educação que dei para eles, pois procurei transmitir a questão de ser correto, honesto e ter boa índole. O que me preocupa é a violência que a gente enfrenta, seja a do trânsito, violência urbana, situações que estão fora do nosso alcance, da nossa proteção.
Quais são seus planos para o futuro?
Atualmente estou com minha vida bastante estável e por isso não estou pensando muito no futuro. No entanto, tenho sonhos: ver meus filhos formados e realizados profissionalmente e ter a presença salutar de meus pais por muitos e muitos anos. Também, no futuro bem próximo, comemorar a vitória do S.C. Internacional com Bi Campeão Mundial.
Estilo musical: MPB, música sertaneja, pequenas doses de samba e pagode, música clássica e adoro música gauchesca.
Uma mania: de limpeza e organização.
Um lugar: minha casa.
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