A preferência de alguns jovens em ouvir música com volume excessivo em seus carros vem causando desconforto aos moradores da avenida Sebastião Amoretti, esquina com a rua Pinheiro Machado. Segundo informações de alguns moradores, o problema se repete a cada quinta-feira, quando cerca de 500 pessoas costumam se reunir nos arredores do Posto de Combustíveis Ipiranga. A direção do posto proibiu, há algum tempo, o uso de som automotivo com volume excessivo em suas dependências, o que faz com que os proprietários dos veículos apenas cruzem a avenida ou estacionem nas proximidades do local para acionar potentes auto-falantes, gerando uma cacofonia de ritmos que ecoa por toda a redondeza.
A resolução de número 37, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) fixa normas de utilização de acessórios, como equipamentos de som. A utilização de qualquer veículo como se fosse uma “boate itinerante” configura desrespeito à paz pública, caracterizada como contravenção penal. De acordo com o tenente da Brigada Militar Hércules Costa, o maior problema enfrentado neste tipo de situação é na abordagem policial. Muitas vezes quando uma viatura chega ao local indicado por denúncias anônimas, os proprietários do veículo já diminuíram o som, tornando a aumentar o volume quando os policiais se afastam.
Segundo o tenente, somente em situação de flagrante é possível realizar um termo circunstanciado de perturbação, com o veículo sendo removido ao depósito do Detran. “Os carros são guinchados, ficando à disposição da Justiça, fica de ser muito difícil remover o equipamento de som, que fica acoplado no veículo. Para reaver seus carros, os proprietários precisam pagar uma multa.
O problema é verificado em todas as quintas-feiras, quando um grande número de jovens alcoolizados querem impressionar uns aos outros”, observou.


