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Pesquisa identifica condições de banho em balneários da região

Cascata do Chuvisqueiro (Riozinho), Parque das Laranjeiras (Três Coroas) e Prainha (Taquara) foram avaliados em projeto de estudantes da Feevale.

Um projeto de pesquisa do PPG (Programa de Pós-Graduação) em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale avaliou as condições de banho em três locais muito visitados do Vale do Paranhana. Dois deles foram aprovados, mas um não passou no teste. A Cascata do Chuvisqueiro, em Riozinho, e o Parque das Laranjeiras, em Três Coroas, estão aptos à visitação. Já o Balneário João Martins Nunes (Prainha), em Taquara, não é considerado próprio para banhistas. Os resultados da pesquisa também foram submetidos pelos acadêmicos à avaliação na Mostra Unisinos de Iniciação Científica e Tecnológica, na Feira de Iniciação Científica da Universidade Feevale e em mais três congressos de Virologia Ambiental.

Cascata do Chuvisqueiro, em Riozinho, apta para os banhistas. Divulgação/Ana Kirsch

O trabalho foi desenvolvido na área de conhecimento de Ciências da Saúde, tendo como coordenador o professor doutor Carlos Augusto do Nascimento, a participação da bolsista de Iniciação Científica Nicole Mariele Santos Röhnelt e os mestrandos Meriane Demoliner, Rute Garbeiele Fischoeder Ritzel, Fabiano Costa de Oliveira, Tatiana Heck, Larissa Ferreira de Jesus, além dos professores Fernando Spilki, Rodrigo Staggemeier e Caroline Rigotto.

No trabalho, os pesquisadores sustentam que as áreas turísticas com locais para banho têm atraído visitantes em função da inexistência de presença humana e, na grande maioria destes locais, a qualidade da água é atestada pela percepção visual. “Este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade biológica de três locais utilizados como balneários, com uso da água com contato direto, banho e prática de esporte, na bacia hidrográfica do Rio do Sinos”, explicam.

Segundo os autores, alguns microrganismos, como as bactérias presentes nas águas, podem apresentar um fator de risco considerável à saúde, levando a surto de doenças. Para tanto, foi verificada, na pesquisa, a presença de uma bactéria chamada Escherichia coli, que, conforme o trabalho, é liberado no ambiente em grande quantidade a partir de fezes de pessoas e animais de sangue quente, sendo um marcador de contaminação, pois o mesmo só está presente em águas que tenham recebido contaminação fecal recente.

Para as observações, os acadêmicos utilizaram uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) que classifica as águas em próprias e impróprias para uso e ainda divide a qualificação em excelente, muito boa e satisfatória. As coletas foram realizadas em cinco semanas consecutivas, com quantificação da bactéria sendo realizada em 24 horas após a coleta. Os períodos de retirada das amostras ocorreram em novembro e dezembro de 2015 e janeiro e fevereiro de 2016.

Os resultados, conforme o trabalho, mostram que a Cascata do Chuvisqueiro e o Parque das Laranjeiras têm condições próprias para banho. Já a Prainha teve como resultado as águas consideradas impróprias para o banho.

RESULTADOS
– Para a Cascata do Chuvisqueiro, foi considerada satisfatória.
– Para o Parque das Laranjeiras, muito bom.
– Para a Prainha, as águas foram consideradas impróprias.
– No caso do balneário taquarense, os valores elevados indicam possível contaminação fecal oriunda de humanos ou de animais de sangue quente, sendo que, para os acadêmicos, as análises indicam a necessidade de monitoramento das águas destinadas à recreação para que não haja risco à saúde dos banhistas e o surgimento de doenças de veiculação hídrica.
– Já no caso da cascata em Riozinho e do parque em Três Coroas, um dos testes indicou a presença da bactéria, mas não há distinção se a fonte é humana ou de animais de sangue quente. O trabalho diz que a avaliação permite afirmar que estes locais são afetados diretamente pela presença humana, assim o uso combinado de coliformes e vírus pode aumentar, significativamente, a confiabilidade de segurança de águas balneáveis.