Neste espaço, tradicionalmente, gosto de me dedicar à ficção. Sair da realidade do jornalismo e viajar na imaginação, como um exercício semelhante ao da pessoa destra que procura exercitar a mão esquerda em desafios que não fazem parte da rotina. Desta vez preciso me ater à realidade dos fatos e prestar um justo reconhecimento à iniciativa liderada pela amiga jornalista com a qual me revezo neste espaço – Roseli Santos.
A iniciativa, que com aliados ela teve há 10 anos de criar o Sarau com Café, merece o reconhecimento de todos os taquarenses. Introduziu com sucesso um espaço para disseminação da literatura, da música e das artes em geral, prestigiando os valores locais, trazendo convidados de destaque no cenário estadual e dividindo com a plateia textos preciosos de autores de todos os tempos e gêneros.
Rose e seus parceiros de hoje e de todos os tempos desta jornada de 10 anos cumprem um papel de doação em nome da cultura, e o fazem tão bem que são vários os convites para deslocamentos e participações especiais em escolas, em outras cidades, incluindo a Feira do Livro, em Porto Alegre.
Merecidamente, a iniciativa conquistou apoiadores fiéis, que também estão de parabéns por se manterem unidos em torno do Sarau.
Para concluir, vou valorizar este espaço reproduzindo aqui o poema que Dilan Camargo fez em homenagem ao Sarau, cuja festa de 10 anos veio pessoalmente prestigiar.
SARAU COM CAFÉ
Dilan Camargo
Venham todos ler com a gente
se acheguem bem para perto
em nosso meio ambiente
sempre tem um livro aberto.
Aqui se lê transparente
sem medo do que é incerto
a língua livre e fluente
o olho vivo e desperto.
À solta se vai a mente
desvela o que está encoberto
lê o claro e o aparente
põe o mundo a descoberto.
Com cervejinha ou com vinho
com café ou com mingau
a gente abre caminho
a gente sobe o degrau.
Só pra fazer diferente
são dez anos de Sarau
venham mais dez pela frente
aqui se lê e mata a pau!


