

A Delegacia de Polícia de Igrejinha informou que, no início deste mês, instaurou um inquérito policial para investigação de suposto assédio sexual que teria sido cometido pelo vice-prefeito de Igrejinha, Joãozinho Lopes (PSB). Presidido pelo delegado Ivanir Caliari, a apuração concluiu pelo arquivamento do inquérito, sem indiciamento, devido à falta de provas da acusação. Na prática, isso significa que, conforme o parecer da polícia, não há indícios da infração criminal pelo investigado Joãozinho.
Segundo nota da Polícia Civil, o suposto caso de assédio seria contra a comunicante da ocorrência, uma moradora do município que teve sua identidade preservada pela polícia. Os fatos teriam ocorrido entre o ano de 2022 e o final de 2023. Na segunda-feira (9/9), a denúncia também foi efetuada junto à Câmara de Vereadores de Igrejinha, gerando repercussão política.
Conforme a Polícia Civil, ao ser solicitada no inquérito a fornecer o seu aparelho celular para resgate e extração de mensagens que alegou já estarem apagadas de seu dispositivo, as quais eram consideradas de extrema importância na comprovação dos fatos por ela alegados na investigação, a comunicante da ocorrência de abuso acabou não concordando em fornecer o seu telefone para a obtenção de tais dados. Além disso, desistiu no fornecimento de outras provas inicialmente por ela arroladas.
O vice-prefeito foi ouvido pela polícia na manhã desta segunda-feira (9/9) e negou com veemência as acusações de abuso sexual, tendo referido pensar que se tratava de uma manobra política da oposição, por se tratar de período pré-eleitoral em que busca a reeleição através de sua coligação partidária.
O inquérito policial foi encerrado pelo delegado Caliari na manhã desta terça-feira (10/9) em sem indiciamento. O documento será encaminhado na íntegra ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.


