
Ao longo desta semana, a Delegacia de Polícia de Parobé cumpriu medidas cautelares no âmbito de investigação que apura a prática de crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, relacionados a desvios de valores de contas bancárias de vítimas da cidade de Parobé e de diversas regiões do Estado. Até o momento, segundo informações divulgadas pelo delegado Francisco Leitão, o prejuízo identificado supera R$ 6 milhões.
Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva nas cidades de Parobé, Três Coroas, Igrejinha, Sapiranga, Porto Alegre e Itapema (SC).
Segundo a polícia, as investigações apontam que a organização criminosa direcionava sua atuação, principalmente, contra clientes idosos de uma determinada agência bancária. Conforme o apurado, um funcionário da instituição financeira promovia alterações cadastrais nas contas das vítimas, modificando números de telefone e mecanismos de autenticação e segurança. A polícia explicou que as alterações permitiam que os demais integrantes do grupo criminoso realizassem o desvio dos valores sem o conhecimento dos titulares das contas.
Conforme o inquérito, após aproximadamente um ano e meio de investigação, foi possível identificar que, somente no primeiro semestre de 2025, a organização criminosa movimentou mais de R$ 39 milhões provenientes das fraudes. As vítimas não se restringem ao município de Parobé, abrangendo diversas cidades do Rio Grande do Sul.
O investigado apontado como responsável pelas alterações cadastrais nas contas bancárias foi preso em Porto Alegre, com o apoio da 6ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Outro investigado, identificado como um dos principais destinatários dos valores desviados, foi localizado e preso em um apartamento de alto padrão na cidade de Itapema, em Santa Catarina.
A polícia apontou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, ampliar a recuperação dos ativos provenientes da atividade criminosa e reunir novos elementos de prova para a conclusão do inquérito policial. Além das prisões preventivas, foram sequestrados veículos vinculados aos investigados, os quais permanecem apreendidos.



