TAQUARA – Um dos golpes mais antigos do Brasil, do bilhete premiado, segue fazendo vítimas rotineiramente. Em Taquara, nas últimas semanas, foram registradas pelo menos três ocorrências envolvendo vítimas do golpe, o que chamou a atenção da Polícia Civil. A corporação informou que está investigando os casos, buscando descobrir a autoria para que os criminosos possam ser presos. Eles são enquadrados no artigo 171 do Código Penal, que descreve o crime de estelionato, o qual possui pena de prisão de um a cinco anos e multa.
Na terça-feira (14/04), uma mulher de 73 anos registrou na Delegacia de Polícia nova tentativa de aplicação do golpe, por volta de 11 horas. A vítima contou que foi abordada na esquina das ruas 17 de Junho e João Bayer por um rapaz. Ele disse que precisava de ajuda, pois tinha um bilhete premiado. Na sequência, apareceu um homem e se ofereceu para ajudar o rapaz. A mulher embarcou com eles num automóvel de cor preta, seguindo até próximo à agência do Santander. O motorista saiu dizendo que ia até o Banco do Brasil, sendo que o rapaz e a vítima permaneceram no carro. O motorista retornou e mostrou um envelope que, segundo ele, tinha R$ 10 mil. A mulher foi até o banco e tentou sacar dinheiro, mas não conseguiu, pois não tinha informado previamente à agência bancária. A vítima ligou para um sobrinho, a fim de pedir os R$ 10 mil que deveria pagar, mas foi alertada de que se tratava de um golpe, o que evitou que ela entregasse o dinheiro aos estelionatários. Segundo a vítima, a gratificação pela ajuda oferecida pelos criminosos foi R$ 100 mil.
O chefe de investigação da Polícia Civil de Taquara, comissário Jorge Belmonte Júnior, informou ao Panorama que, na maioria das vezes, as vítimas são idosas e os criminosos se aproveitam da boa vontade delas. Segundo ele, em primeiro lugar, as pessoas não devem conversar com estranhos. Conforme Belmonte, na maioria dos casos, os envolvidos criam todo um contexto, que, em várias ocasiões envolvem mais de uma pessoa, o que acaba fazendo com que a vítima caía no golpe.
O policial orientou, ainda, que as pessoas desconfiem sempre de situações estranhas. Na dúvida, informem a quem está pedindo ajuda que vai telefonar para algum parente. Nestes casos, geralmente os criminosos acabam se afastando, com receio de serem descobertos. Se não for possível a ligação, outra orientação às pessoas é que procurem o auxílio de algum policial militar que esteja próximo, explicando a situação ao brigadiano. Caso não seja possível, faça contato com algum conhecido próximo, a fim de explicar o caso e conseguir a orientação. Geralmente, segundo Belmonte, uma pessoa que está afastada do contexto criado pelos criminosos perceberá que se trata de um golpe.


