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Polícia Civil realiza palestras em Taquara para prevenção de crimes contra menores

Ações fazem parte do Programa Libertar, criado para combater crimes de agressão sexual, física e emocional cometidos contra crianças e adolescentes
Fotos: Guilherme Kaiser / Rádio Taquara

Nesta semana, a Polícia Civil gaúcha tem feito palestras na Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (CIMOL), em Taquara. A iniciativa integra uma série de ações do Programa Libertar, que visa o combate a agressões físicas, emocionais e sexuais, cometidas contra menores de idade.

A equipe é composta por policiais com vasta experiência na área e de diversas regiões do Estado. “Nós organizamos a dinâmica e a palestra, que dura em torno de 45 minutos. As crianças e adolescentes começam a entender o que é uma agressão. Ao final, nós ouvimos, em um local separado, aqueles que querem tirar dúvidas sobre o tema”, explica a comissária da Polícia Civil, Débora Prestes.

Segundo ela, os agentes recebem treinamento para desempenhar a função, o que gera resultados efetivos. “Neste espaço seguro, a criança é acolhida. Se for noticiada uma ação criminosa, a polícia, imediatamente, faz uma escuta especializada, dando o start para a investigação criminal e demais ações cabíveis”, comenta.

A direção da escola ressalta a importância do momento, em conjunto com outras medidas adotadas com a parceria das instituições de segurança. “A gente tem o projeto CIMOL Seguro que prevê várias ações, que vão desde o combate à violência até a prevenção do uso de drogas. A Polícia Civil tem sido nossa parceira nessa e em outras palestras”, pontua a vice-diretora, Vanessa Munari.

Os agentes salientam a importância da denúncia de qualquer agressão contra um menor. “A mera suspeita de crime contra uma criança ou adolescente deve ser denunciada. Todo cidadão pode usar o Disque 100, um canal de denúncias anônimo. Aquela denúncia é encaminhada aos canais de proteção e segurança pública”, salienta a comissária.

O término das palestras traz sempre uma lição crucial: a coragem necessária à vítima para denunciar. “O sentimento é de gratidão e cumprimento de justiça quando há confiança no nosso trabalho. Quando uma vítima quebra o silêncio, ela faz isso por si e pelas outras. Fazer parte desse processo nos traz um sentimento de dever cumprido”, conclui Débora.