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Polícia identifica que pedófilo de Taquara cometeu mais um crime de estupro

Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira (29) novo mandado de prisão contra o investigado, que está preso desde janeiro; até o momento, já são 126 vítimas identificadas.

A Polícia Civil de Taquara cumpriu, nesta terça-feira (29), mais um mandado de prisão preventiva contra o homem de 36 anos acusado de pedofilia no município. Preso desde janeiro, agora o homem responderá por mais uma acusação de estupro de vulnerável, a segunda que foi descoberta pelas investigações.

Apontado como maior predador sexual do Rio Grande do Sul, o acusado estava, inicialmente, sendo investigado pelos crimes de direção, produção e armazenamento de pornografia infantil. Em 21 de janeiro, foi preso em flagrante pela Polícia Civil pelo armazenamento de vasto material de pornografia infantil. Desde então, está no presídio. Conforme a polícia, nos equipamentos eletrônicos do suspeito, após laudo pericial, foram localizadas aproximadamente 750 pastas com conteúdo pornográfico infantil, tudo catalogado pelo próprio suspeito.

Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, que está à frente das investigações, no caso do atual cumprimento de prisão preventiva, trata-se do crime de estupro de vulnerável que foi deferido pela 1ª Vara de Garantias de Porto Alegre. Neste fato, o homem, segundo a polícia, abusou sexualmente de uma criança de 13 anos, a qual era sua colega em aulas de muai thay em Taquara.

É o segundo mandado de prisão expedido contra o acusado pelo crime de estupro. No dia 1º de abril, a Polícia Civil já havia cumprido um mandado em investigação por estupro de vulnerável. Os novos mandados são cumpridos pela polícia no próprio presídio onde o acusado está recolhido desde que foi autuado em flagrante, em janeiro.

Como atuava o pedófilo

Segundo a Polícia, o homem utilizava perfis falsos em redes sociais, geralmente de meninas, e assim se aproximava de outras crianças do sexo feminino, geralmente entre 8 e 13 anos. Ele criava um vínculo de amizade virtual com as vítimas, utilizando-se, conforme o delegado, de engenharia social para conseguir que a vítima lhe enviasse a primeira fotografia nua.

Após ter uma primeira foto da vítima, pedia mais, e no momento da negativa, começava a ameaçar as vítimas para conseguir o devido material. De acordo com a investigação, o homem ainda dirigia conforme queria que o material lhe fosse enviado, sendo fotos ou vídeos, posições do corpo e da câmera para melhor captação das imagens.

Até o momento, a investigação já identificou 126 vítimas. O delegado Valeriano informou que todas serão chamadas para prestar depoimento, para que a investigação dê andamento aos inquéritos policiais, a fim de que o acusado seja responsabilizado por todos os crimes que cometeu ao longo desses anos.

Ainda conforme o delegado, a maioria das vítimas é da região de Taquara. “Por este motivo, a Polícia Civil, solicita que todas as famílias que tenham meninas que em algum momento tenham enviado fotos nuas nos últimos 15 anos, entrem em contato com o Setor de Investigação da Delegacia de Polícia de Taquara para verificar se também são vítimas”, informou o delegado, reforçando que o processo corre em sigilo e a identidade das vítimas será preservada.