
A Polícia Civil conseguiu, nesta terça-feira (18), dar passos significativos na investigação da morte da jovem Eduarda Borges Fagundes, 16 anos, moradora de Parobé que estava desaparecida desde 9 de dezembro. O corpo dela foi encontrado na localidade de Pega Fogo, no interior de Taquara durante a manhã. Uma hora antes, em Sapiranga, foi preso um ex-namorado de Eduarda e o delegado responsável pelo caso, Fernando Pires Branco, acredita que o crime se trata de um feminicídio. A polícia trabalha com a hipótese de que Eduarda foi morta, queimada e enterrada no dia em que desapareceu.

A polícia cumpriu, como primeira atividade, o mandado de prisão temporária contra o suspeito do crime, cujo nome não é revelado por conta da Lei de Abuso de Autoridade. Segundo o delegado, o homem tentou fugir, correu por telhados de residências vizinhas, mas acabou sendo detido, momento em que, informalmente, confessou. Contudo, no seu interrogatório oficial, o homem se manteve em silêncio. A prisão temporária tem validade de 30 dias, mas a polícia deverá pedir a preventiva.
Após o cumprimento do mandado, os policiais se dirigiram até Taquara e conseguiram localizar a cova, em meio à vegetação. Os restos mortais estavam enterrados a um metro do solo encharcado. Há pelo menos um disparo de arma de fogo no crânio da vítima, que estava parcialmente queimada, segundo o delegado. O cadáver estava com as mesmas roupas usadas pela vítima quando desapareceu e todas as informações convergem para que seja Eduarda, mas o delegado Branco quer a certeza científica e, portanto, coletou amostras do corpo para a perícia com o uso de DNA.
Outro objetivo do laudo é apontar a causa da morte. O delegado conta que o investigado disse que a matou com um tiro na cabeça, o que também converge com o corpo localizado. Pires Branco explicou que, nos 40 dias de desaparecimento, a investigação conseguiu colher indícios que colocaram o ex-namorado no mesmo local da vítima nos possíveis horários dos fatos. A começar pela última vez que Eduarda foi vista. A identificação do carro usado no crime também foi crucial, um Gol cinza modelo bolinha. No dia anterior ao desaparecimento, o suspeito foi gravado no volante do automóvel por câmeras de vigilância.
O delegado afirma que a participação de outras pessoas ainda estão sendo investigada, embora a autoria a polícia afirma não ter dúvidas de que recai contra o ex-namorado. O delegado Branco trabalha com a motivação passional para o crime.


