
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Na manhã desta quarta-feira (2), as equipes de investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, sob coordenação do delegado Alexandre Ferreira Quintão, em conjunto com policiais da Delegacia de Polícia de Taquara, cumpriram um mandado de prisão temporária, relacionado ao assassinato de Paula Gislaine Martins Pacheco, de 32 anos, ocorrido no mês de agosto, em Taquara.
O acusado pelo crime, identificado como F.M.C., de 20 anos, foi preso no Beco Recanto, na Vila das Flores, bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Ele é sobrinho de um dos líderes de uma facção, que atua nos vales do Sinos e Paranhana, e se encontra preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).
O indivíduo preso tem várias passagens por homicídio e saiu da Fase/Case, no início desse ano, onde cumpria medida sócio educativa pelo crime de homicídio. Após o registro de ocorrência junto à DP de Novo Hamburgo, o homem foi conduzido para a DP de Taquara, uma vez que a prisão foi decretada pela comarca da cidade. O mandado de prisão é temporário de cinco dias, podendo ser convertido em prisão preventiva.
O suspeito de ser o mandante do crime, preso no dia 10 de setembro, na rua Presidente Vargas, no bairro Guarujá, em Parobé, segue cumprindo o mandado de prisão temporária, que é válido por 30 dias.
O caso Paula
Paula Gislaine Martins Pacheco, 32, teve sua residência invadida e foi raptada por três indivíduos armados e encapuzados, na noite da terça-feira, dia 20 de agosto, por volta das 21h30min, na rua Medianeira, em Taquara. A mulher estava assistindo televisão com sua companheira, de 31 anos, e a filha dela, de 10, quando foram surpreendidas pelos suspeitos. Um dos indivíduos pegou Paula pelo braço e a levou para dentro de um veículo prata. Logo depois eles fugiram levando a vítima.
Exatamente uma semana depois do rapto, na tarde do dia 27, um corpo foi localizado por pescadores boiando no Rio dos Sinos, em Parobé. O local já havia sido alvo de buscas feitas pela polícia no final de semana. Marcas de sangue e dois projéteis foram localizados nas proximidades. O irmão de Paula reconheceu como sendo dela o corpo encontrado no local. O reconhecimento do corpo também foi confirmado pela delegada Rosane de Oliveira, titular da Polícia Civil de Taquara.
Rua interditada
Devido a prisão do acusado pela morte de Paula Gislaine e, pelo envolvimento com facção, a rua Guilherme Lahm, em frente à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, teve que ser, novamente, interditada para o trânsito de veículos. A Polícia Civil vem usando essa ‘tática’ devido à superlotação das celas da carceragem da delegacia. Em um dos casos, um homem aguarda vaga para o sistema prisional, em uma das celas da DP, há mais de 25 dias. O problema da superlotação de delegacias e casas prisionais é uma constante em todo estado do Rio Grande do Sul. De acordo com informações, um exemplo disso está na DPPA de São Leopoldo. Na manhã desta quarta-feira (2), o local estava com 27 presos algemados na calçada, em frente à delegacia.


