Geral

Estado ameaçou cortar financiamento para atendimentos a casos de câncer em Taquara

Há duas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde de Taquara teve se que mobilizar, às pressas, para evitar uma medida

Há duas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde de Taquara teve se que mobilizar, às pressas, para evitar uma medida que poderia acarretar sérios prejuízos ao atendimento a casos de câncer (oncologia) no Hospital Bom Jesus. Estava na pauta da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), da Secretaria Estadual de Saúde, o corte ao financiamento da oncologia, com a revogação da portaria que autorizou o serviço. Contudo, graças ao trabalho de mobilização regional, o tema foi tirado de pauta e a expectativa é de que não retorne à análise futuramente.

 

O assunto veio a público nesta semana, em entrevista ao Panorama do presidente do Conselho Municipal de Saúde de Taquara e coordenador-geral de Acolhimento Hospitalar, Levi Lima. Segundo ele, no dia anterior à votação, marcada para 10 de abril, foi informado de que o assunto estava em pauta na CIB, um órgão que reúne gestores de saúde do Estado e dos municípios. A alegação é de que Taquara não possuía as condições adequadas para continuar prestando este atendimento. Contudo, segundo Levi, uma vistoria de técnicos do próprio governo gaúcho tinha atestado, recentemente, as condições ideais de funcionamento do serviço.

 

Além disso, pesou para a ameaça de corte a diminuição de despesas que vem sendo promovida pelo governo do Estado. Segundo Levi, ainda antes da votação, conseguiu mobilizar secretários municipais de Saúde da região, que o acompanharam na reunião da CIB. Participaram da articulação a secretária de Saúde de Igrejinha, Simone Amaral, o vice-prefeito e secretário de Saúde de Rolante, Régis Zimmer, além da diretora de Saúde de Parobé, Maris Vilande. Com a mobilização regional, foi possível evitar que o assunto fosse analisado pela CIB, com a retirada de pauta da proposta.

 

Atualmente, segundo Levi, cerca de 30 pacientes são atendidos no serviço de oncologia do Hospital Bom Jesus. Como foi aprovado no ano passado, os atendimentos têm sido pagos pelo governo do Estado, até que o Ministério da Saúde faça o credenciamento efetivo do Hospital e passe a arcar com os custos. Contudo, o Estado está com repasses em atraso, o que faz com que a própria clínica parceira do Bom Jesus (Oncoprev) mantenha o serviço. Segundo Levi, é improvável que o tema volte à pauta da CIB, pois dependeria de uma análise prévia dos municípios regionais, que demonstraram união em prol da manutenção do serviço em Taquara.

Leave a Reply