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Esta postagem foi publicada em 13 de março de 2020 e está arquivada em Tudo por Acessibilidade.

Preciso confessar um segredo, por Cassi Gottlieb

Preciso confessar um segredo

Nunca foi por mal. Nunca foi consciente, mas já aconteceu.

Diversas canelas em algum momento de suas vidas, tiveram contato com um toque sutil e despretensioso de alguma das aventureiras que eu já tive.

Acredito que seja uma marca registrada de todo cadeirante. Especificamente no meu caso, quase a totalidade das vezes se deu em momentos em que o condutor não era eu. A experiência de ser motorista de cadeira de rodas, como de qualquer outro veículo, dá as noções e os reflexos necessários para que em um circulo grande de pessoas em que se estiver em deslocamento, saber dosar a velocidade. Quem não tem muito a rotina de empurrar uma cadeira de rodas, só se preocupa em conduzir bem a cadeira e a pessoa que está sentada nela. Então, muitas vezes o próprio cadeirante auxilia nesse processo.

O maior receio é sempre de que a pessoa atingida reclame ou algo do gênero. Dá uma certa vergonha, dependendo de quem seja, uma vontade de se esconder. Em outros casos a gente dá risada.

Ainda não criaram CNH para cadeirante, mas a gente até que se vira direitinho.

O mundo pelos olhos de um cadeirante não é melhor, nem pior que o de ninguém. Mas tem umas peculiaridades que vale vocês conhecerem. E é isso que buscamos passar com essa coluna.

Mês que vem eu conto como eu desço as escadas sem auxílio de ninguém.

E não esqueçam: Se beberem, empurrem com moderação.

Por Cassiano Gottlieb, de Taquara
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