Em entrevista ao programa Painel 1490 da Rádio Taquara, na última sexta-feira, o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho se manifestou novamente sobre as dívidas da administração municipal de Taquara. Ele rebateu as declarações feitas pelo ex-prefeito Délcio Hugentobler, de que os relatórios apresentados não seriam idôneos. Na avaliação de Titinho, o ex-chefe do Executivo não pode colocar em dúvida os servidores municipais que elaboraram os documentos, ressaltando que os profissionais não possuem vinculação política e estão na Prefeitura apenas para cumprir com seus deveres.
O prefeito também comentou, novamente, que sua intenção ao divulgar a dívida da Prefeitura foi de colocar a comunidade a par da real situação do Executivo, abrindo uma discussão sobre as medidas a serem tomadas para o saneamento financeiro. O prefeito salientou que, em nenhum momento, quis colocar a culpa em gestões passadas ou se desculpar por alguma obra que, porventura, não esteja em andamento. Titinho informou que sua administração está elaborando um plano de ação para a amortização dos débitos, defendendo que as metas deverão ser alvo de compromisso de todos os futuros gestores.
Quanto à dívida propriamente dita, Titinho rebateu informação divulgada por Délcio, de que os débitos relacionados a restos a pagar totalizavam somente R$ 11 milhões. Segundo Tito, este montante refere-se às dívidas de 2012, mas, de todo o mandato de Délcio, os restos somam R$ 14 milhões. A nova informação é diferente do relatório inicialmente divulgado por Titinho, em coletiva de imprensa, que apontava os R$ 14 milhões apenas como débitos de 2012.
O prefeito também comentou a situação da dívida com a RGE, informando que, hoje, é um débito real, pois a Prefeitura está condenada a pagar cerca de R$ 20 milhões à concessionária. Contudo, segundo Tito, ainda está pendente de julgamento um recurso da administração municipal. O prefeito, porém, disse que julgamentos em casos parecidos não indicam possibilidade de vitória à Prefeitura. Quanto ao débito, explicou que se originou em discordâncias nos valores das faturas surgidas ainda no primeiro mandato do ex-prefeito Délcio, que ajuizou demanda na Justiça. O débito cresceu nas últimas duas gestões da Prefeitura, de Cláudio Kaiser e Délcio, em que as contas eram pagas apenas em 60% e não em sua integralidade, amparadas por decisão judicial. Titinho, que disse estar pagando os 100% das faturas, esclareceu que o débito é relativo apenas à iluminação pública, não se referindo ao consumo dos prédios próprios do Executivo.


