A Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) marcou, para a próxima segunda-feira (26), uma reunião em que será debatida a possibilidade de retorno às aulas presenciais. O assunto está sendo alvo de análise dos departamentos jurídicos e os prefeitos da região, que adiantam a ideia de retomada mediante o cumprimento de protocolos sanitários, tomarão a definição no início da próxima semana. A medida está amparada em decisão do governo gaúcho anunciada nesta sexta-feira (23).
O governador Eduardo Leite incluiu o setor educacional no sistema de cogestão. A partir do decreto publicado na quinta-feira (22), as atividades presenciais de ensino da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental já podem ser retomadas nas regiões classificadas em bandeira preta quando os protocolos municipais permitirem aplicação das regras da bandeira vermelha para as demais atividades.
“É muito importante que tenhamos o retorno das aulas de forma híbrida, com atividades presenciais com protocolos e distanciamento. Para isso, a educação foi incluída no sistema de cogestão. Isso significa que, embora o Estado esteja em bandeira preta, que serve de alerta para a população, os municípios podem aplicar as regras mais brandas, de bandeira vermelha, e assim possam fazer a retomada da educação presencialmente”, disse o governador.
O governo do Estado afirma que o retorno da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental foi priorizado diante da dificuldade de acompanhamento das aulas de modo remoto e da importância de estímulos na primeira infância, além da necessidade de um lugar seguro para que os pais que trabalham possam deixar as crianças.
“Esse retorno será opcional para as famílias. As escolas estarão abertas para acolher principalmente as mães que trabalham e não têm onde deixar os filhos, crianças que não têm conectividade e equipamentos, os mais vulneráveis que precisam da escola inclusive para alimentação. Esse retorno envolve em torno de 125 mil alunos, dos quais 72 mil são da rede estadual, e estamos com plano de contingência, fazendo busca ativa das crianças mais vulneráveis, com maior necessidade da escola para apoio pedagógico, emocional e nutricional”, destacou a secretária da Educação, Raquel Teixeira.


