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Prefeitos do Paranhana participam da Marcha a Brasília pela Reconstrução dos Municípios do RS

Da região, participam da marcha os prefeitos de Taquara, Sirlei Silveira; de Igrejinha, Leandro Horlle; de Parobé, Diego Picucha; e de Três Coroas, Alcindo de Azevedo
Fotos: Reprodução/Internet

Mais de 400 gestores municipais gaúchos estão reunidos em Brasília para solicitar maior apoio do Governo Federal em relação à reconstrução do Estado. A mobilização na Capital Federal é para a ‘Marcha a Brasília pela Reconstrução dos Municípios do Rio Grande do Sul’, evento promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em parceria com a Famurs. O encontro, que ocorre nesta terça e quarta-feira, dias 2 e 3 de julho, visa promover o avanço das medidas emergenciais e estruturantes para o reestabelecimento das localidades afetadas pelas enchentes no RS.

Prefeitos de algumas das cidades do Vale do Paranhana também embarcaram a Brasília para participar da marcha. Dentre eles, estão participando do evento a prefeita de Taquara, Sirlei Silveira (Republicanos); o prefeito de Igrejinha, Leandro Horlle (PP); o prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT); e o prefeito de Três Coroas, Alcindo de Azevedo (PSDB).

Conforme a prefeita Sirlei, a participação na marcha é de extrema importância para que o Governo Federal dê mais atenção aos municípios do RS. “Precisamos pressionar o governo federal para que nós tenhamos a possibilidade de obter novos recursos para o Estado e para todos os municípios que atravessam por dificuldades neste momento”.

O prefeito de Igrejinha destaca que, além da busca por verbas para a reconstrução do município, a ida à capital federal tem o objetivo de solicitar rapidez na análise dos pedidos do Auxílio Reconstrução. “Estive na Defesa Civil reforçando a importância da análise do restante dos cadastros do Auxílio reconstrução que ainda não foram analisados. Tivemos mais de 8 mil pedidos para o auxílio e, até o momento, apenas 5 mil foram atendidos pelo governo”, explica Horlle.

Já o prefeito de Parobé, Diego Picucha, diz que há necessidade de ajuda para reconstruir as cidades e, também, para manter os serviços básicos. “Estou aqui representando Parobé e também todo a região, como presidente da Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara). Seguimos pressionando para que o presidente, o governador, deputados e senadores nos ajudem a ter recursos para que a gente possa cuidar da nossa comunidade”.

O prefeito Alcindo de Azevedo, de Três Coroas, explica que o objetivo da marcha é cobrar do Governo Federal a ampliação das ações para a reconstrução do Estado. “Entre as demandas que estamos pleiteando, estão auxílios financeiros para os municípios, empresas e população; compensação nas perdas de receitas e impostos, como garantia da recomposição do ISS, ICMS e Fundo de Participação dos Municípios; e ações mais efetivas para a reconstrução de moradias e infraestrutura dos municípios”.

Famurs

Conforme o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e prefeito de Barra do Rio Azul, Marcelo Arruda, o RS vive hoje um dos momentos mais difíceis de sua história, por isso, é importante a Famurs e CNM dialogarem com o governo federal e Congresso Nacional, a fim de, com diálogo e união, buscar a reconstrução do nosso estado. “Vamos buscar o socorro necessário: a recomposição do ICMS e do ISS, e um FPM extra aos 402 municípios que ainda não receberam esse valor, que ajudará na recuperação das estradas e das cidades e, principalmente, para reerguemos a quarta maior economia do Brasil, que paga mais de R$ 100 bilhões de impostos”, frisou.

Durante os dois dias de Marcha, os gestores irão discutir com deputados e senadores sobre recursos extras aos municípios gaúchos. Entre as demandas, está o auxílio financeiro para todos os municípios e não apenas aos em calamidade; a garantia da recomposição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM); e a flexibilização para uso de saldos disponíveis nos cofres municipais.

A Famurs também buscará articulação em temas como a recomposição do ICMS e do ISS; a prorrogação dos financiamentos agrícolas; a renegociação das dívidas previdenciárias dos municípios gaúchos; e recursos para obras de prevenção a eventos climáticos.