Prefeitos rejeitam mudança de pedágio da 239 para Parobé, mas aceitam discutir praça na 020

Condição é que a construção de pedágio não seja em Taquara, mas na região metropolitana e que fique claro o plano de obras, inclusive com menção as datas de realização.
Publicado em 06/07/2021 14:34 | Atualizado em 06/07/2021 14:49 Off
Por Vinicius Linden
Divulgação

A Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) decidiu realizar uma nova audiência pública para discutir a proposta do governo do Estado relacionada às concessões de rodovias. O encontro acontecerá na quinta-feira (8), às 19 horas, no auditório das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat), em Taquara. Os prefeitos da região definiram uma posição em reunião extraordinária na tarde desta segunda-feira (5).

O anúncio foi feito pelo prefeito Diego Picucha (PDT), que também é presidente da Ampara, em entrevista ao programa Painel 1490 da Rádio Taquara na manhã desta terça-feira (6). Segundo o chefe do Executivo, a proposta de mudança da praça de pedágio da 239 para Parobé é considerada vencida e rechaçada pelos prefeitos regionais. “É uma discussão vencida, não é por conveniência minha, mas Parobé é a porta de entrada e saída do vale. Não há lógica prática ou matemática que justifique a mudança do pedágio para Parobé”, disse Picucha, entendendo que, se as empresas concessionárias querem mais lucros, obterão melhor resultado com a praça em Campo Bom, como é atualmente.

Picucha, no entanto, disse que os prefeitos aceitam discutir a construção de uma praça de pedágio na ERS-020, tendo como local, por exemplo, Morungava, como já constava em planos do estado. No entanto, o prefeito parobeense disse que a Ampara entende que deverão ficar muito claros os investimentos a serem realizados nas rodovia, inclusive com menção a datas. Há o entendimento de que a 020 é uma rodovia que carece de investimentos, inclusive por, em muitos pontos, não contar com acostamento, entre outras necessidades.

O presidente da Ampara vê o movimento como uma questão política do governo do Estado, inclusive com propósitos eleitorais do governador Eduardo Leite. Critica a proposta que prevê a criação de 10 novas praças no Rio Grande do Sul, sendo três delas no Vale do Paranhana. Segundo Picucha, se confirmada essa intenção, a região ficaria ilhada. O prefeito enfatizou que, em nenhum momento, o governo gaúcho discutiu previamente com os mandatários municipais as propostas de pedágios, simplesmente lançando o plano de concessões. O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT) participou da entrevista à Rádio Taquara e também conclamou a população a lutar contra essa proposta do governo.

Para a audiência pública da quinta-feira, estão sendo convidados para a audiência vereadores, instituições representativas, deputados estaduais, autoridades locais, além de representantes do governo do Estado. “Está faltando muito diálogo por parte do Estado nesse processo de mudança e instalação de novas praças de pedágio que integram esse novo plano de concessão. Faltam informações sobre as intenções do Palácio Piratini e, em nenhum momento, fomos convidados a participar desta discussão durante a elaboração desse plano, sendo que essas praças de pedágios impactarão diretamente a vida econômica de nossas comunidades e que, nos moldes em que estão sendo apresentadas, irão certamente atrapalhar ainda mais o desenvolvimento da região que ainda enfrenta a crise econômica da pandemia”, destaca o prefeito.

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