Prefeitura de Taquara estuda possibilidade de decretar emergência em razão da estiagem

Seca já atinge 32 localidades do interior do Município com efeitos na produção agropecuária.
Publicado em 05/01/2022 08:50 Off
Por Vinicius Linden

Os efeitos da estiagem estão preocupando a administração de Taquara, que na tarde desta terça-feira (4) realizou reunião para discutir medidas para aplacar a crise hídrica. Entre elas está a possibilidade de, nos próximos dias, ser decretada situação de emergência ao governo do Rio Grande do Sul, em razão das perdas previstas principalmente no setor agropecuário.

Segundo a prefeitura, o Município realizou a compra de um reservatório de 800 litros e está providenciando a aquisição de outro de quatro mil litros para acoplar nos caminhões do Executivo. Também será realizado o conserto de um caminhão dos Bombeiros com capacidade de 8 mil litros para consumo da pecuária. “Vamos adquirir um tanque de inox com bomba de oito mil litros ainda para este ano, para ser instalado em um dos nossos veículos que será utilizado em diversos trabalhos diários da Secretaria de Obras, além, claro, de transportar água potável para consumo humano”, detalhou a prefeita Sirlei Silveira.

Até o momento, sete famílias das localidades de Açoita Cavalo, Morro Alto e Alto Tucanos estão com falta de água potável. Na segunda-feira (3), cerca de oitocentos litros de água foram levados para esta população. Em Ilha Nova, os moradores estão em alerta, mas a expectativa é que a conclusão do reservatório comunitário ocorra nos próximos dias. “Estamos nos organizando para agir imediatamente em diferentes momentos da estiagem. Se for necessário, iremos decretar emergência e calamidade para conseguirmos amparo para os nossos produtores rurais e moradores do campo”, destacou Sirlei.

Efeitos em 32 localidades

Os efeitos atuais da falta de chuva, conforme o coordenador da Defesa Civil, Matheus Modler, já atingem 32 localidades do Município. Entre eles está a redução do peso da pecuária, danos ao desenvolvimento da cultura agrícola, encolhendo a safra ou mesmo a impossibilitando, como é o caso do milho, que está em estágio de “embonecamento”. “O menor prejuízo no momento está sendo residencial. A pecuária é que está tendo projeção de danos significativos”, alerta Matheus.

O Município está em contato com empresas que fazem distribuição de água para as localidades que estão em falta devido a seca. Na reunião desta terça, também estiveram presentes o diretor de Agricultura, Daniel Zwetsch, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taquara, João Carlos Brito, a chefe do escritório municipal da Emater, Carine Gross de Barros, o comandante dos Bombeiros de Taquara, Waldemar David Pereira Dias, os secretários de Planejamento, Meio Ambiente e Captação de Recursos, Luciano Campana, e de Obras, Bruno Cardoso, o procurador Jurídico, Thiago Feltes, o assessor jurídico Cassiano Ebert e o responsável pelo setor de Compras e Licitação, Cassiano Kublick.

Reunião sobre o assunto ocorreu na tarde desta terça-feira. Divulgação / Cris Vargas