E o mundo parece que não acabará em 2012, segundo as previsões mais catastróficas que, ao menos por enquanto, ainda não se confirmaram. Aliás, a cada ano que se inicia surgem especulações e previsões sobre o que vai acontecer. É inerente ao ser humano querer saber ou antecipar suas angústias e seus prazeres, como se assim pudesse ter um controle absoluto sobre o incontrolável, sobre o imprevisível. Sempre foi assim e será!
Por mais céticas ou religiosas que sejam, as pessoas querem vislumbrar uma saída, uma chance de mudar o rumo dos acontecimentos que ainda nem se concretizaram ou que são inevitáveis. Talvez seja uma maneira de enganar a mente, tentando eliminar as coisas indesejáveis e driblar a própria morte, que pode ceifar qualquer um, a qualquer momento, em 2012, 2013, 2014… Vai saber?
De qualquer forma, lamento informar que o fim do mundo virá para todos, em algum momento, inexoravelmente, mas talvez seja melhor deixar para se preocupar com isso quando as coisas realmente acontecerem para cada um, a sua maneira, sem antecipação.
Precisamos mesmo sofrer por antecedência ou festejar sem saber exatamente o quê está por vir? Será mesmo necessário tomar conhecimento do que ainda não existe? Deixe para lá! Bom mesmo é não saber, ser pego de surpresa pela vida, ainda que algumas vezes ela nos pregue algumas peças desagradáveis. Mas, de um jeito ou de outro, nada é eterno e, bom ou ruim, tudo acaba um dia.
Os búzios, os astros e as cartas ditam o que está por vir em mais uma etapa que se inicia na virada de cada ano, quando nos empenhamos em acreditar que tudo deva ser diferente, melhor, pleno e feliz. E deveria ser, merecidamente, tudo muito melhor para todos, embora não haja efetivamente como saber.
Portanto, relaxe e aproveite o que a vida lhe der a cada dia, mesmo os momentos desagradáveis que todos passarão, certamente. Pense positivo, sonhe, acredite e aposte na tal felicidade. Vale até aquela espiadinha no horóscopo do dia, uma simpatia e uma desconfiada superstição nas sextas-feiras 13, mas deixe espaço para o desconhecido, para as novidades, para a surpresa, para o que não foi dito ou previsto. Teremos 365 novos dias para serem preenchidos com muitas coisas. Algumas dependem de nós, outras nem com reza braba.
E, antes que o mundo acabe e ainda estamos mais vivos do que nunca por aqui… será que o melhor ainda não está por vir?
– Roseli Santos –
Jornalista
Esta postagem foi publicada em 27 de janeiro de 2012 e está arquivada em Caixa Postal 59.


