
A primeira rodada de negociação da campanha salarial de 2026 dos trabalhadores do setor calçadista de Parobé terminou sem acordo entre representantes dos trabalhadores e do setor patronal. A reunião ocorreu na quarta-feira (19), na sede do Sindicato dos Sapateiros de Parobé.
Entre as reivindicações apresentadas pela entidade sindical está a reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses, acrescida de 50% sobre o índice. O sindicato também busca a manutenção das mais de 35 cláusulas que integram a atual Convenção Coletiva da categoria.
Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, as partes apresentaram avaliações diferentes sobre o cenário econômico e as condições para o reajuste. Conforme o dirigente, representantes patronais mencionaram, durante a negociação, fatores como discussões sobre redução da jornada de trabalho, medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos e dificuldades enfrentadas pelo mercado.
Por outro lado, o sindicato argumentou que indicadores e resultados divulgados por empresas do setor justificariam a concessão de ganho real aos trabalhadores, além da reposição inflacionária. A entidade também relacionou sua reivindicação à produtividade e à qualificação da mão de obra.
“Foi uma negociação com muitos embates. O patronal coloca na mesa uma série de argumentos, fala da redução da jornada de trabalho, das medidas do governo Trump e das dificuldades do mercado”, afirmou Pires. As manifestações atribuídas ao setor empresarial foram relatadas pelo sindicato no material divulgado após a reunião.
O vice-presidente da entidade, Sidnei de Quadros, também defendeu durante a campanha salarial que os resultados obtidos pelas empresas sejam considerados na definição do reajuste dos trabalhadores.
Como não houve consenso no primeiro encontro, as negociações terão continuidade. De acordo com o Sindicato dos Sapateiros de Parobé, a data da próxima rodada deverá ser divulgada posteriormente.


