A notificação do Procon de Parobé em desfavor às cobranças discrepantes com a média de consumo dos clientes da Rio Grande Energia (RGE) motivou tal acontecimento. Conforme a coordenadora da entidade, Veridiana Frassão, o estopim das reclamações se deu devido às cobranças excessivas, sobretudo a partir do mês de abril, e distantes da realidade vivenciada pelos consumidores nos meses anteriores.
Em nota, a RGE esclareceu como funcionava o faturamento efetuado desde que se iniciou o período de quarentena da Covid-19. Conforme a concessionária, uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), de 24 de março, autorizava o faturamento pela média dos últimos 12 meses de consumo do cliente, eliminando a necessidade de visita presencial.
Como alternativa para evitar faturamentos por estimativa, também foi permitido aos clientes a possibilidade da auto-leitura (o próprio cliente informava leitura por meio dos canais de atendimento da distribuidora). Ambas as opções foram divulgadas pela empresa nos canais de comunicação própria.
Ainda segundo a nota, a RGE ficou impossibilitada de fazer a leitura de consumo de todos os clientes da sua área de concessão, no período de seis a 15 de abril, obedecendo decisão liminar da Justiça do Trabalho.
A concessionária ressaltou que o processo de leitura e entrega das contas já está normalizado. Também destacou que “as faturas, emitidas em maio, para os clientes estão considerando a leitura real, feita em campo, compensando assim eventuais diferenças no valor da fatura, sejam a maior ou a menor”. Conforme divulgado pela RGE, não é necessária nenhuma ação dos clientes, pois a compensação acontece de forma automática pela concessionária.


