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Procon’s sofrem com falta de informações

Nesta sexta-feira celebra-se o Dia Mundial do Consumidor. A data fui instituída em 1962 com o propósito de defender os

Nesta sexta-feira celebra-se o Dia Mundial do Consumidor. A data fui instituída em 1962 com o propósito de defender os direitos dos usuários de bens e serviços. Agora, 51 anos depois, Panorama buscou os Procon’s da região para conhecer sua realidade e descobriu que, entre outros problemas, eles sofrem com a falta de informações da população.
“Por causa de falta de informação, muitas vezes as pessoas nos procuram para tratar de algum assunto que não cabe a nós trabalharmos ou que elas mesmas poderiam resolver”, relatou o coordenador do Procon de Parobé, Ivo da Silva. Em Taquara, a única outra cidade do Paranhana que possui o órgão, o problema se repete. “Claro que sempre vamos atender as pessoas, mas muitas vezes elas mesmas poderiam resolver seus problemas através, por exemplo, dos call centers e gerentes. Além de ser mais prático, isso seria um ato de cidadania, onde o próprio consumidor se mostraria a par dos seus direitos”, disse o coordenador, Armando Steglich Severo.
Segundo os coordenadores, a principal preocupação é educar para o consumo. “O Procon é um órgão de conciliação, não discutimos taxas, revisão de juros, de impostos ou afins. Estamos aqui para atender a demanda de consumo e de prestação de serviços, protegendo os direitos dos consumidores”, esclareceu Armando.
Todos os meses, o serviço de proteção de Taquara realiza cerca de 340 atendimentos, onde surge outro fator em comum com Parobé: o motivo das procuras. Na maioria dos casos, os clientes apresentam reclamações sobre serviços ligados às empresas de telefonia (fixa e móvel) e televisão a cabo. Os coordenadores relataram que as empresas entregam serviços não solicitados pelos clientes, como a migração para novos planos, agregando novos valores às suas faturas. “Primeiramente nós entramos em contato com os fornecedores para resolvermos a questão através de uma conversa. Se não der resultado, notificamos a empresa sobre a existência de uma reclamação e pedimos uma solução em 10 dias. Em uma terceira e última instância, encaminhamos o caso  aos procedimentos judiciais”, comentou o coordenador de Taquara sobre o modo de funcionamento do Procon.

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