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Produtora responsável pela Expocampo pede mais 30 dias para prestação de contas

Prefeitura de Taquara afirma que está cobrando da empresa a divulgação dos dados.

Passado mais de um mês da realização da Exposição Feira-Agropecuária de Taquara (Expocampo), a produtora responsável pelo evento pediu mais 30 dias para entregar à Prefeitura de Taquara um relatório com os resultados do evento. A administração municipal informou ao Jornal Panorama, por meio do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho, que vem cobrando os dados da produtora para que possam ser divulgados à comunidade. Recentemente, o próprio prefeito Tito disse que fará a prestação de contas do evento.

Para a realização da Expocampo, a Prefeitura contratou, através de licitação, a empresa Murliki Empreendimentos Comerciais Ltda., que tem sede em Capão da Canoa. Pelo contrato, a empresa deveria realizar a locação de equipamentos e mão de obra para o evento, conforme uma série de especificações exigidas pela administração municipal. O contrato firma que “os recursos oriundos das vendas de espaço, ingresso, camarote, publicidade, etc, serão redirecionados ao promotor do evento, não tendo o município qualquer participação financeira no valor arrecadado”. Para realizar estes serviços, a produtora recebeu R$ 25 mil.

No dia 16 de abril, o secretário de Orçamento e Finanças de Taquara encaminhou à empresa Murliki, que opera sob o nome fantasia de Metrópole Eventos, pedido para apresentação da prestação de contas da Expocampo, com a discriminação das receitas e despesas do evento. O prazo estipulado pelo secretário foi de 10 dias. No dia 23 de abril, a Murliki, através do sócio Jairo Jorge Murliki da Silva, apresentou resposta à prefeitura. Informou que a empresa venceu a licitação para a locação e prestação de serviço da Expocampo e que cumpriu com a entrega de todos os itens exigidos no edital, conforme vistoria realizada pelo secretário de Desenvolvimento de Taquara, Dircinei Antonelo.

A empresa afirma, ainda, que recebeu da Prefeitura o valor de R$ 25 mil para a realização da Expocampo. “Para o custeio do evento, realizamos a venda de espaços, ingressos e parcerias na captação de recursos através da LIC [Lei de Incentivo à Cultura], conforme autorização no contrato 012/2018. Informamos ainda que todo o risco, em caso de falta de recurso para o pagamento das despesas do evento por falta de público, por falta de patrocínio ou falta de parceria é de inteira responsabilidade da produtora”. No seu ofício, a Murliki diz ser “impossível apresentar um relatório no prazo estipulado, visto que ainda não foi aportado recursos de parceiros (LIC – Lei de Incentivo à Cultura) para a liquidação de parte das despesas do evento”. A empresa acrescenta “que tão logo consigamos finalizar pagamento, apresentaremos os resultados do evento, através de um relatório”.

No dia 2 de maio, o secretário João Moura reiterou o pedido de prestação de contas em novo ofício enviado à empresa. No dia 10 de maio, a Murliki respondeu ao secretário, em ofício encaminhado pelo sócio Jairo da Silva. No documento, a empresa afirma que ainda não recebeu a totalidade dos recursos aportados, informando a previsão de liquidação até o dia 15 de maio. “Tão logo consigamos realizar a liquidação com os fornecedores, informaremos a título de informação o relatório com os resultados do evento”. Neste ofício, a empresa pede mais 30 dias para apresentar os dados.

Para a Expocampo, a Prefeitura de Taquara ainda firmou outros dois contratos, bancando os principais shows do evento. O de Maiara e Maraísa custou R$ 225 mil e o de Armandinho e Banda saiu por R$ 65 mil. No site da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) do Rio Grande do Sul, há um projeto aprovado que se refere à “Parte Cultural da 33ª Expocampo – 2018”. Este projeto liberou R$ 174.952,00 ao evento e, conforme o dado disponível no site, o recurso foi captado pela empresa produtora.